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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Com ações na saúde e apoio de Ronisteu, Paulo Bengtson fortalece presença política em Marabá






















MARABÁ (PA) – Cinco anos depois de o Olhar do Alto registrar a atuação do então deputado federal Paulo Bengtson na busca por equipamentos para reforçar o sistema público de saúde do Pará durante um dos períodos mais críticos da pandemia de Covid-19, o nome do ex-parlamentar volta ao cenário eleitoral paraense. 

Paulo Bengtson é candidato a deputado federal pelo MDB nas eleições de 2026, com o número 1556. O retorno à disputa pela Câmara dos Deputados também traz de volta ao debate o histórico de seu mandato e algumas das articulações realizadas em Brasília em benefício de municípios paraenses.

Uma delas teve Marabá como beneficiária.

Quando Marabá precisava de respiradores

Em 26 de abril de 2021, o Olhar do Alto publicou reportagem sobre a atuação de Bengtson junto ao Ministério da Saúde para a liberação de ventiladores pulmonares destinados ao enfrentamento dos casos graves de Covid-19.

Naquela ocasião, o blog também relembrou uma ação realizada no ano anterior: em 2020, Paulo Bengtson havia destinado cinco respiradores para Marabá, atendendo a uma demanda apresentada pelo vereador pastor Ronisteu, então presidente municipal do PTB.

O episódio ocorreu justamente no período em que respiradores e leitos de Unidade de Terapia Intensiva se tornaram recursos decisivos no enfrentamento da pandemia.

A atuação registrada pelo Olhar do Alto não se restringiu a Marabá.

Em abril de 2021, diante de um novo agravamento da pandemia, Bengtson solicitou ao Ministério da Saúde ventiladores pulmonares para ampliar a capacidade de atendimento da rede pública paraense.

Segundo as informações divulgadas na época, 18 equipamentos foram disponibilizados para quatro municípios do Pará: Bragança recebeu nove; Redenção, cinco; Cametá, dois; e Tucuruí, outros dois.

Parte dos equipamentos foi destinada a hospitais, unidades de pronto atendimento e estruturas públicas que enfrentavam a pressão provocada pelo crescimento das internações.

Na reportagem publicada pelo Olhar do Alto, Bengtson justificava a mobilização pela elevada ocupação das unidades de saúde e pela necessidade de ampliar rapidamente a disponibilidade de vagas de UTI.

Uma atuação que alcançou diferentes regiões do Pará

A distribuição dos equipamentos ajuda a dimensionar geograficamente aquela articulação. Os respiradores chegaram a municípios de diferentes regiões paraenses.

Em Bragança, seis dos nove equipamentos já haviam sido entregues quando a reportagem foi publicada. Três seriam instalados no Hospital Santo Antônio Maria Zaccaria e três na UPA do município. Os demais seriam encaminhados à Secretaria Municipal de Saúde.

Redenção recebeu cinco equipamentos destinados ao Hospital Regional Público do Araguaia. Tucuruí foi contemplada com dois respiradores para a UPA 24 horas, enquanto Cametá recebeu outros dois equipamentos para a UPA Dr. Haroldo Martins.

Em Marabá, os cinco respiradores mencionados pelo Olhar do Alto haviam sido destinados ainda em 2020.

O resgate desses acontecimentos permite observar, com a distância do tempo, uma das frentes de atuação do então deputado federal durante uma emergência sanitária que exigiu interlocução constante entre municípios, Estado, bancada federal e governo federal.

De 2018 a uma nova disputa em 2026

Paulo Eduardo Maestri Bengtson foi eleito deputado federal pelo Pará nas eleições de 2018, então pelo PTB, e integrou a legislatura iniciada em fevereiro de 2019.

Em 2022, buscou permanecer na Câmara dos Deputados, recebeu 99.804 votos, mas não conseguiu uma das vagas do Pará.

Quatro anos depois, o cenário é outro.

Bengtson está agora filiado ao MDB e retorna às urnas como candidato a deputado federal pelo Pará. Seu número na eleição de 2026 é 1556.

Para Marabá, a nova candidatura também oferece oportunidade para revisitar o histórico da passagem do ex-deputado por Brasília. Entre os registros desse período está justamente a articulação que, em meio à maior crise sanitária das últimas décadas, resultou na destinação de cinco respiradores ao município.

Cinco anos depois da reportagem publicada pelo Olhar do Alto, aquele episódio passa a integrar o retrospecto político de um personagem que novamente busca representar o Pará na Câmara dos Deputados.

Paulo Bengtson é candidato a deputado federal pelo MDB, número 1556.

O mandato cultural e nossa responsabilidade no Brasil


No capítulo 4 de Governai, Evando Martins Filho apresenta o mandato cultural como uma responsabilidade ligada ao propósito de Deus para a humanidade: cultivar, administrar e ordenar a criação. 

Governar a terra, nessa perspectiva, não significa impor um regime teocrático. Significa reconhecer que o cristão, orientado por princípios bíblicos, deve influenciar a cultura e a vida pública, servindo à sociedade e refletindo valores como verdade, justiça, liberdade e responsabilidade.

Essa vocação alcança também o governo dos homens. Como o autor afirma na página 61, a terra foi confiada ao ser humano, que deve gerir seus recursos de maneira sábia, justa e generosa, visando ao benefício de toda a raça humana. 

A cidadania celestial não produz alienação terrena; amplia nossa responsabilidade. Somos cidadãos do Reino e responsáveis pela cidade, pelas instituições e pelo bem comum.

O capítulo também ressalta, com Jeremias Couto, que a comissão política e cultural foi dada ao gênero humano, incluindo crentes e incrédulos. Platão é lembrado para mostrar que a vida pública nos alcança: afastar-se da política não significa deixar de ser governado. E Wayne Grudem é citado ao recordar transformações históricas associadas à influência cristã, como o enfrentamento do infanticídio, dos sacrifícios humanos, das lutas de gladiadores, da escravidão e de práticas incompatíveis com a dignidade humana.

Na discussão sobre a “Era dos Direitos”, o livro reconhece conquistas jurídicas, mas alerta que direitos, poder e liberdade permanecem em disputa cultural. Por isso, a fé cristã não pode ser confinada ao espaço privado.

Às vésperas das eleições de 2026, essa reflexão ganha relevância no Brasil. Participar da vida pública, avaliar propostas, votar com consciência e defender convicções democraticamente fazem parte dessa responsabilidade. 

Não se trata de dominar pessoas em nome da fé, mas de servir, influenciar e governar com princípios, preservando a liberdade e buscando justiça e bem comum. O mandato permanece: não abandonar a sociedade, mas atuar nela com responsabilidade.

sábado, 22 de agosto de 2026

Política antes que seja tarde: quando a omissão também se torna uma escolha




































No primeiro capítulo de Política Antes que Seja Tarde, intitulado “Militância Política – Antes que tudo seja destruído”, Robson Rodovalho apresenta uma convocação à participação cristã na vida pública. Sua reflexão parte de uma pergunta bíblica decisiva: “Destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?”, do Salmo 11:3. Para o autor, quando verdade, justiça e integridade deixam de sustentar a sociedade, não apenas as instituições adoecem: o próprio cidadão perde referências para discernir o caminho.

A partir dessa premissa, oito reflexões atravessam o capítulo:

1. Verdade e justiça são fundamentos. Rodovalho associa esses valores à própria identidade de Cristo e argumenta que nenhuma sociedade permanece firme quando seus alicerces morais são relativizados.

2. A omissão também produz consequências. Recorrendo à conhecida frase atribuída a Edmund Burke, segundo a qual o triunfo do mal depende da inércia dos bons, o autor confronta a passividade daqueles que possuem valores, mas se afastam da vida pública.

3. Nem toda motivação política serve ao bem comum. Proteção financeira, corporativismo, narcisismo e partidarismo são apresentados como desvios capazes de transformar a política em instrumento de interesses particulares, grupos ou projetos pessoais.

4. O país necessita de projeto, não apenas de poder. A crítica alcança partidos e lideranças que, na visão do autor, se preocupam mais com eleições, discursos e permanência no poder do que com um projeto coerente de nação.

5. A crise contemporânea ultrapassa a política. Problemas ambientais, sociais, econômicos e demográficos são relacionados pelo autor ao cenário profético das Escrituras. Contudo, a profecia não deveria servir como justificativa para a passividade.

6. A disputa é também cultural e espiritual. Ao tratar da chamada “Nova Ordem Mundial”, Rodovalho interpreta transformações culturais como parte de um movimento de enfraquecimento da tradição judaico-cristã e defende a presença ativa dos cristãos nas instituições.

7. O Apocalipse não pode se transformar em desculpa para a omissão. Eis uma das provocações centrais do capítulo: o avanço do mal deve ser encarado simplesmente como inevitável cumprimento profético ou também como consequência do silêncio daqueles que deveriam exercer uma voz profética?

8. A responsabilidade pelo futuro começa no presente. Rodovalho conclui deslocando a discussão da contemplação para a ação. Para ele, a Igreja precisa ocupar responsavelmente os espaços da sociedade, influenciar sua geração e participar da construção do mundo que deseja deixar às próximas gerações.

O capítulo deixa, portanto, uma pergunta incômoda e necessária: quando os fundamentos estão sendo abalados, estaremos apenas assistindo ao que acontece ou assumiremos responsabilidade pelo tempo histórico que nos foi confiado? 

Para Rodovalho, fé, cidadania e responsabilidade pública não deveriam caminhar separadas. A política, nesse sentido, deixa de ser apenas disputa eleitoral e passa a ser também território de consciência, valores e serviço ao bem comum.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Propaganda eleitoral dentro da lei também é exercício de cidadania


 











Com a campanha eleitoral nas ruas, o Blog Olhar do Alto reuniu, de forma simples e objetiva, informações para ajudar o cidadão a identificar situações de propaganda eleitoral irregular e saber como agir. 

A orientação vale para Marabá, todo o Pará e qualquer município brasileiro. As regras eleitorais existem para todos e devem ser respeitadas por candidatos, partidos, equipes de campanha e apoiadores, independentemente do cargo em disputa.

Entre as situações que merecem atenção estão propaganda irregular em bens públicos e equipamentos urbanos, uso de outdoors ou estruturas com efeito semelhante, abusos relacionados à propaganda sonora, derrame de santinhos nas condições proibidas pela legislação e irregularidades na propaganda pela internet.

Em períodos eleitorais, o respeito às regras não é apenas uma obrigação de candidatos e partidos. É também uma das bases para que a disputa aconteça em condições democráticas. Como observa o cientista político e professor do Insper Fernando Schüler, “a democracia demanda um olhar dirigido a todos os lados do jogo. De nada vale o olhar seletivo”. A reflexão reforça um princípio essencial da fiscalização eleitoral: a regra precisa ser observada independentemente de quem esteja disputando a eleição.

Ao presenciar uma possível infração, o cidadão pode registrar fotos, vídeos e outras informações e encaminhar a ocorrência à Justiça Eleitoral pelos canais oficiais, entre eles o Pardal Móvel.

Fiscalizar não significa perseguir candidato A ou B. Significa exigir que todos disputem o voto respeitando as mesmas regras.

A participação cidadã também passa pela informação. Em debate promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral sobre voto consciente, o comentarista político Caio Coppolla defendeu que “o eleitor consciente é o eleitor bem informado”, destacando a importância de conhecer o que acontece na própria comunidade e no país.

A democracia também se fortalece quando o eleitor conhece seus direitos, acompanha a campanha, busca informação e cobra respeito à legislação e ao espaço público.

Fiscalizar uma possível irregularidade, portanto, não significa tomar partido. Significa contribuir para que a disputa aconteça dentro das regras estabelecidas para todos.

Campanha se faz com propostas, diálogo e respeito. A lei vale para todos.














PROPAGANDA ELEITORAL TEM LIMITE: CIDADÃO PODE DENUNCIAR USO IRREGULAR DE IMÓVEIS























Com o início oficial da propaganda eleitoral em 16 de agosto, candidatos, partidos e apoiadores ganharam as ruas em busca do voto. Mas campanha eleitoral não significa autorização para transformar a propriedade do cidadão em espaço de divulgação política.

Colar cartazes, adesivos ou outros materiais eleitorais em muros e fachadas de residências não é uma prática livre. As regras para as Eleições 2026 restringem a propaganda em bens particulares e estabelecem as formas permitidas. Em residências, uma das hipóteses admitidas é o adesivo plástico em janela, limitado a 0,5 m², e a manifestação deve ser espontânea e gratuita.

Na prática, o proprietário não é obrigado a aceitar que sua casa seja utilizada para promover qualquer candidatura. Se material eleitoral for colocado sem consentimento, o cidadão deve registrar a situação antes de retirá-lo.

FOTOGRAFE E DENUNCIE

A orientação é fotografar o material de maneira que seja possível identificar o candidato, número e partido, além do local onde a propaganda foi colocada. Se houver câmeras de segurança que tenham registrado a ação, as imagens também podem servir como elemento de prova.

A denúncia de propaganda eleitoral irregular pode ser encaminhada à Justiça Eleitoral, inclusive por meio do Pardal, ferramenta criada para receber denúncias relacionadas à campanha.

E A MULTA?

É importante fazer uma distinção. A propaganda irregular em bem particular não gera automaticamente a multa de R$ 2 mil a R$ 8 mil. A regulamentação eleitoral prevê tratamento específico para essas situações.

A multa de R$ 2 mil a R$ 8 mil está relacionada, entre outras hipóteses previstas na legislação, à propaganda irregular em bens públicos ou de uso comum. Já a utilização de outdoor ou propaganda com efeito de outdoor pode resultar em multa de R$ 5 mil a R$ 15 mil.

O período eleitoral autoriza a disputa pelo voto, não o desrespeito à propriedade do eleitor. Ao encontrar propaganda irregular em sua residência, documente o fato e denuncie à Justiça Eleitoral.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Quem tem medo do Pablo Marçal falar?




A decisão do TSE de impedir Pablo Marçal de participar dos debates presidenciais antes do julgamento definitivo de sua candidatura levanta uma questão que vai muito além de sua figura: até onde pode ir a Justiça Eleitoral antes de uma decisão final?

Marçal não apareceu ontem na política brasileira. Em 2024, disputando a Prefeitura de São Paulo, recebeu 1.719.274 votos no primeiro turno, 28,14% dos votos válidos. Ficou a poucos milhares de votos do segundo turno, numa disputa praticamente dividida em três.

É evidente que uma eleição municipal não pode ser projetada automaticamente para o Brasil. Mas quase 1,72 milhão de votos na maior cidade do país revelam representação social e política concreta. São Paulo é o maior centro econômico do Brasil e sua capital reúne um eleitorado numeroso e extremamente plural. Existe, portanto, uma parcela expressiva da sociedade que se identifica com Marçal e quer ouvi-lo. Retirá-lo dos debates não atinge apenas o candidato. Atinge também esses eleitores.

E aqui está uma distinção fundamental: candidatura questionada não é candidatura definitivamente rejeitada. O próprio TSE informa que a medida é uma tutela de urgência válida até o julgamento do mérito e afirma que ainda garantirá contraditório e ampla defesa. Se a questão principal ainda será julgada, antecipar consequências capazes de interferir diretamente na disputa eleitoral merece um escrutínio rigoroso.

Também é preciso separar duas coisas. Dinheiro público e direito ao debate não são a mesma questão. Pode-se compreender cautela quanto ao acesso aos fundos eleitoral e partidário enquanto existe controvérsia jurídica. Impedir a participação no confronto de ideias, porém, alcança diretamente a possibilidade de o eleitor ouvir, comparar, questionar e decidir.

Há ainda o momento político. Marçal entrou na campanha prometendo confronto. Diz que vai para cima de Lula e critica aquilo que chama de “extrema imprensa”, acusando setores da mídia de produzir uma espécie de espiral do silêncio sobre escândalos de corrupção associados aos governos petistas. Também promete enfrentar Renan Santos, a quem critica por concentrar sua artilharia política muito mais contra o bolsonarismo do que contra o lulopetismo.

Concorde-se ou não com Marçal, é justamente para resolver esse tipo de divergência que existem debates. Se suas acusações contra Lula são frágeis, que sejam desmontadas diante das câmeras. Se suas críticas a Renan são injustas, que Renan as responda. Democracia pressupõe contraditório, não proteção contra o contraditório.

E talvez esteja aí o ponto mais controverso da decisão. O TSE não determinou apenas cautela sobre dinheiro público. A liminar alcançou propaganda gratuita no rádio e na televisão, debates e os demais atos de propaganda eleitoral, impedindo Marçal, enquanto postulante, de promover ações como candidato até que o mérito seja decidido.

Surge então um paradoxo que merece reflexão. O próprio TSE, ao explicar as regras das eleições de 2026, afirma que a propaganda eleitoral é essencial para que o eleitor conheça projetos e posições políticas e sustenta que as restrições não devem dificultar a publicidade das candidaturas nem a crítica política, preservando ao máximo a liberdade de pensamento e expressão. Como conciliar esse princípio com uma medida provisória de alcance tão amplo?

Existe ainda um problema elementar: campanha eleitoral tem prazo e não devolve o tempo perdido. Se Marçal permanecer fora dos debates e de atos de propaganda e, posteriormente, obtiver uma decisão favorável, nenhum tribunal conseguirá devolver a exposição perdida. Debate tem dia e hora. O confronto que não aconteceu não pode ser realizado retroativamente.

A Justiça deve julgar Pablo Marçal conforme a lei. Se houver decisão definitiva que o impeça de concorrer, que seja cumprida. Mas enquanto a própria Justiça ainda discute se ele pode disputar, é legítimo questionar se uma cautelar tão abrangente não acaba produzindo antecipadamente parte dos efeitos da decisão que ainda será tomada.

Justiça cautelar não deveria se converter, na prática, em sentença eleitoral antecipada. Democracia não deveria ter medo de candidato falando. Deveria ter medo de eleitor impedido de ouvir.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Projeto de Paulo Bengtson em defesa dos diabéticos avançou na Câmara, mas ainda aguarda votação


Uma iniciativa defendida pelo então deputado federal Pastor Paulo Bengtson em favor das pessoas com diabetes continua, quatro anos depois de um importante avanço na Câmara dos Deputados, aguardando uma decisão definitiva do Parlamento.

O Projeto de Lei 1.519/2021, apresentado por Bengtson durante seu mandato na Câmara, estabelecia atendimento prioritário às pessoas com diabetes em laboratórios das redes pública e privada durante a realização de exames que exigissem jejum total.

A justificativa estava diretamente relacionada aos riscos enfrentados por pacientes diabéticos quando permanecem longos períodos sem alimentação. Na apresentação da proposta, Bengtson alertou para possíveis episódios de hipoglicemia e consequências como mal-estar, taquicardia, tonturas, desmaios e sudorese.

“Essa é uma causa que não pode parar. Quando fui deputado federal, apresentei esse projeto porque conhecemos os riscos que uma pessoa com diabetes enfrenta ao permanecer horas em jejum esperando por um exame”, rememora Paulo Bengtson, atualmente candidato a deputado federal (nº 1556) pelo Estado do Pará 


O que aconteceu em 2022

Projeto de 2021 avançou na Câmara, mas ainda aguarda votação
em Plenário. Em 2026, Bengtson reafirma o compromisso 
de retomar a pauta em um novo mandato, com apoio do
vereador pastor Ronisteu Araújo e pastor Marcos Chenne. 
Em março de 2022, o PL 1.519/2021 foi apensado ao Projeto de Lei 520/2021, que havia sido aprovado anteriormente pelo Senado e tratava do mesmo tema. A partir daí, as duas iniciativas passaram a tramitar conjuntamente, tendo o PL 520/2021 como proposição principal. 

Em junho de 2022, Paulo Bengtson informou ao povo de Marabá  que ocorreu um dos avanços mais importantes da matéria. A então Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara aprovou o parecer do deputado Luiz Lima, que recomendou a aprovação dos dois projetos na forma de um substitutivo.

O texto aproveitou dispositivos das duas propostas e manteve seu objetivo central: assegurar às pessoas com diabetes atendimento prioritário nos serviços públicos e privados de saúde para procedimentos que exijam jejum.

A prioridade deve coexistir com os demais públicos preferenciais, como idosos, gestantes e pessoas com deficiência, além de respeitar a classificação de risco dos pacientes.

 

Mais um avanço em 2023

A proposta continuou caminhando depois do encerramento do mandato de Paulo Bengtson.

Em 9 de agosto de 2023, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou parecer favorável ao PL 520/2021, ao PL 1.519/2021, de Bengtson, e ao substitutivo anteriormente aprovado.

A própria Câmara registrou que o substitutivo aproveitou partes dos dois projetos originais.

Superada essa etapa, a matéria ficou em condições de seguir para apreciação do Plenário da Câmara dos Deputados.

 

E onde está o projeto em 2026?

Quatro anos após a aprovação na Comissão de Seguridade, a proposta ainda não concluiu sua tramitação.

Em consulta realizada pelo Blog Olhar do Alto, em agosto de 2026, o sistema oficial da Câmara dos Deputados registra o PL 520/2021 como “Pronta para Pauta no Plenário (PLEN)”.

Na prática, isso significa que a proposta já passou pelas comissões previstas nessa fase da Câmara, mas ainda aguarda sua apreciação pelo Plenário. Portanto, a prioridade para pessoas com diabetes em exames que exigem jejum ainda não se tornou lei federal por meio dessa proposição.

A pauta que Paulo Bengtson ajudou a impulsionar durante seu mandato permanece, assim, inconclusa.

 

“Uma causa que não pode parar”

Em 2026, o tema volta ao centro das prioridades defendidas por Paulo Bengtson.

Candidato novamente a deputado federal, ele sustenta que, em eventual retorno à Câmara dos Deputados, pretende trabalhar pela retomada da pauta e pela construção das articulações necessárias para que a proposta avance.

“A proposta avançou, mas ainda não virou lei. Se Deus e o povo do Pará me derem novamente a oportunidade de representar nosso estado na Câmara, assumo o compromisso de retomar essa luta, buscar o diálogo necessário e trabalhar para que esse direito finalmente saia do papel e chegue a quem precisa.”, afirma Paulo.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

COMO A UFPA COBRA PORTUGUÊS? | MOBA 2027



O perfil da prova mudou ao longo dos anos. Dos textos mais literários e reflexivos às notícias, charges e publicações digitais, a UFPA passou a explorar cada vez mais a multimodalidade e conceitos linguísticos aplicados ao texto.

Mas alguns conteúdos continuam no centro da preparação: interpretação, semântica e coesão. Por isso, entender como a banca cobra Português pode fazer toda a diferença na hora de organizar seus estudos.

📌 Salve este post e compartilhe com quem vai fazer o MOBA 2027, no dia 27 de setembro!

📢 E vem revisão por aí!

O Prof. Alencar organiza o Intensivo REVISIONAL MOBA 2027, de 07 a 11 de setembro, com uma semana de preparação para as três áreas da prova.

E comigo, Prof. Anderson Damasceno, você vai revisar os principais conteúdos de Língua Portuguesa, com foco no perfil das questões e no que merece mais atenção nesta reta final.

Fique atento às informações para participar!

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RAIO-X DE LÍNGUA PORTUGUESA | UFPA – MOBA 2027



Se você vai fazer o MOBA 2027 (Processo Seletivo à Mobilidade Acadêmica), uma coisa precisa estar clara na sua preparação: nem todos os conteúdos têm o mesmo peso.
Analisamos 60 questões de Língua Portuguesa, distribuídas em 6 provas da UFPA, entre 2014 e 2024, para identificar os conteúdos mais recorrentes.
E o resultado chama atenção:

🎯 53,3% das questões estão concentradas em apenas três grandes eixos:

🔴 Semântica e efeitos de sentido — 21,7%
🟠 Coesão e relações lógico-semânticas — 16,7%
🟢 Interpretação e compreensão — 15,0%

Juntos, esses conteúdos representam 32 das 60 questões analisadas. Ou seja: mais da metade do que apareceu nas provas está concentrada nesses três eixos.

💡 Dica: a tendência da banca é cobrar a língua funcionando dentro do texto. Mais do que decorar regras isoladas, é fundamental compreender relações de sentido, inferências, conectivos, referenciação e os efeitos produzidos pelas escolhas linguísticas.

📌 Salve este post para orientar sua revisão e compartilhe com quem vai fazer o MOBA 2027!

📢 E vem revisão por aí!

A prova será no dia 27 de setembro, e antes disso teremos o Intensivo REVISIONAL MOBA 2027, de 07 a 11 de setembro: uma semana de revisão estratégica e direcionada para as três áreas da prova.
É hora de transformar análise em estratégia e chegar à reta final sabendo o que priorizar nos estudos.
Fique atento às próximas informações!

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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Infância em tempos de crueldade virtual


A infância não virtual seria a solução?

Os últimos acontecimentos têm levado a sociedade a refletir acerca da direção que jovens e adolescentes estão tomando. Cenas de violência, produzidas e disseminadas gratuitamente pela internet, são acompanhadas por milhares e milhares de olhos famintos por consumir conteúdos cruéis. Isso nos faz recordar as reflexões de Hannah Arendt acerca da “banalidade do mal”: quando o mal deixa de causar espanto, corre-se o risco de que ele seja incorporado à normalidade.

Mas o que tem acontecido? É a família que tem falhado? É a escola que não tem exercido seu papel? É a própria vizinhança? Ou seria uma sociedade que se desconectou de tal maneira da vida dos jovens e adolescentes a ponto de não lhes oferecer referenciais nobres?

Sabemos que Aristóteles, ao tratar da mímesis na Poética, observa que a imitação é natural ao ser humano desde a infância e que, por meio dela, realizamos nossas primeiras aprendizagens. Essa compreensão ultrapassa, inclusive, os limites da tradição filosófica grega. Há também referências bíblicas à importância do exemplo. O apóstolo Paulo, em diferentes momentos de suas cartas, apresenta Cristo como referência e chega a apontar a própria conduta como exemplo a ser seguido.

Esses elementos nos levam a uma pergunta incômoda: o que tem acontecido com uma juventude que, em determinados espaços virtuais, torna-se fascinada por conteúdos grotescos e violentos?

É evidente que o grotesco não constitui uma novidade na história da arte. No teatro, por exemplo, recursos grotescos podem ser empregados justamente para provocar, incomodar e confrontar o público. Nesse contexto, o choque possui uma função estética e crítica: a arte perturba o espectador para levá-lo a enxergar determinada realidade.

O fenômeno observado em certos ambientes da internet, contudo, parece bastante diferente. Quem produz e dissemina conteúdos violentos nesses espaços nem sempre pretende utilizar a crueldade como instrumento artístico de denúncia ou como forma de confrontar moralmente o público. Muitas vezes, a própria violência transforma-se no produto, e o choque, em mercadoria de consumo.

Isso precisa nos incomodar.

Diante desse cenário, uma das primeiras respostas do poder público costuma ser a censura ou a retirada de plataformas e comunidades virtuais do ar. Evidentemente, crimes devem ser investigados, e aqueles que os praticam precisam responder na forma da lei. Entretanto, imaginar que o problema se resolve simplesmente derrubando uma plataforma, como o Discord, seria confundir o sintoma com a doença.

Seria quase como acreditar que a eliminação daquele que praticou um crime elimina também as causas que produziram o crime. Não elimina. Da mesma maneira, silenciar um espaço virtual pode interromper determinadas práticas, mas não necessariamente responde à pergunta mais importante: por que crianças e adolescentes chegaram ao ponto de desejar produzir, compartilhar ou consumir determinados conteúdos?

O problema é muito mais profundo do que uma simples censura virtual.

Todo esse cenário deveria nos fazer refletir sobre aquilo que poderíamos chamar de infância não virtual. Será que aquela alegria própria dos primeiros anos da vida, marcada pela brincadeira, pela convivência, pela descoberta e por certa despreocupação diante do mundo adulto, continua encontrando espaço na vida das crianças?

Há uma imagem profundamente triste na ideia de uma infância que deveria florescer, mas começa a murchar antes do tempo. A face das crianças se assemelha ao poema Flores Murchas:

Pálidas crianças

Mal desabrochadas

Na manhã da vida!

Tristes asiladas

Que pendeis cansadas

Como flores murchas!

Isso nos faz questionar o que Manuel Bandeira teria visto na feição dos pequenos a ponto de fazê-lo criar um poema, publicado em 1936? Acredito que o poeta modernista via o mesmo que vemos hoje. Crianças que deveriam brincar, sorrir, descobrir o mundo e experimentar uma felicidade mais espontânea passam cada vez mais cedo a conviver com preocupações, angústias e conteúdos que pertencem a um universo para o qual ainda não estão preparadas.

Por isso, precisamos perguntar: o que tem acontecido com aqueles que buscam saciar suas almas no ambiente virtual?

Talvez seja necessário voltar nossos olhos para a infância de maneira mais responsável. E isso implica atitudes que, diante da velocidade e do fascínio das telas, podem parecer simples, chatas ou até enfadonhas. É o papel cotidiano do pai e da mãe que reservam um momento para brincar com os filhos e decidem não abrir mão desse tempo. É a escola que compreende que seu espaço educativo também pode ser utilizado para falar de valores, convivência, respeito, responsabilidade e tradição.

A própria ideia de tradição, muitas vezes, é recebida com desconfiança. Em certos ambientes acadêmicos, chega-se ao extremo de tratar praticamente todo valor herdado como manifestação de opressão. Quando essa lógica é levada de maneira radical para a sala de aula, até princípios elementares, como respeitar pai e mãe, podem ser submetidos a interpretações nas quais toda relação é reduzida à oposição entre opressor e oprimido. Deturpam tudo com ideologia barata a ponto de associar o princípio de honrar pai e mãe como se isso fosse o útero de capitalismo malvadão.

Falta, nesses casos, algo igualmente importante para a educação: bom senso e senso de proporção.

Existem práticas simples que funcionaram no cuidado das crianças no passado e que continuam fazendo sentido hoje. O ser humano troca de roupa, mas não muda de pele. As tecnologias mudam, os costumes se transformam, as cidades crescem e as telas se multiplicam, mas determinadas necessidades humanas permanecem.

A criança continua precisando de presença. Continua precisando de exemplo. Continua precisando de limites. Continua precisando brincar, conversar, conviver, errar e aprender em um mundo que não seja inteiramente mediado por uma tela.

Talvez, portanto, antes de perguntarmos apenas como controlar aquilo que crianças e adolescentes fazem no mundo virtual, devamos recuperar aquilo que estamos deixando de lhes oferecer no mundo real.

E que deixamos de oferecer? Voltemos ao poema de Manuel Bandeira: “Pálidas meninas / Sem amor de mãe, / Pálidas meninas / Uniformizadas, / Quem vos arrancara / Dessas vestes tristes / Onde a caridade / Vos amortalhou! / Pálidas meninas / Sem olhar de pai, / Ai quem vos dissera, / Ai quem vos gritara: / — Anjos, debandai! / Mas ninguém vos diz / Nem ninguém vos dá / Mais que o olhar de pena (...).”. No fundo, a presença amorosa de pai e mãe continua sendo a melhor nutrição para a alma dos menores.

No tempo de Bandeira, claro, ele se referia a crianças em certos orfanatos, abandonadas, que recebiam olhar de pena. Hoje, abandonamo-las no vazio do desafeto virtual. Picos de hormônios intermediados por máquinas não substituem o natural afeto humano.

Voltemos às crianças da maneira mais simples e, ao mesmo tempo, mais exigente possível: amando-as, educando-as e cuidando delas.


terça-feira, 4 de agosto de 2026

O que faz um deputado federal? Pastor Paulo Bengtson responde em novo vídeo






















O pré-candidato a deputado federal Pastor Paulo Bengtson publicou mais um episódio da série "Paulo Responde", em que esclarece, de forma objetiva, quais são as principais atribuições de um deputado federal e como esse trabalho pode refletir diretamente na vida da população e no desenvolvimento dos municípios.

No vídeo, Bengtson explica que o deputado federal atua na Câmara dos Deputados, em Brasília, com a responsabilidade de criar, discutir e votar projetos de lei, além de representar os interesses da população que o elegeu. Segundo ele, também faz parte da função parlamentar fiscalizar o Governo Federal, acompanhando a aplicação dos recursos públicos e cobrando transparência na administração.
Outro ponto destacado é a atuação na destinação de emendas parlamentares, instrumento utilizado para direcionar recursos da União a estados e municípios. Esses investimentos podem contemplar áreas essenciais como saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e assistência social, contribuindo para a realização de obras, aquisição de equipamentos e fortalecimento de serviços públicos.
Pastor Paulo Bengtson também relembra sua experiência como deputado federal e afirma que busca compartilhar informações sobre o funcionamento do Poder Legislativo para aproximar a população das atividades desempenhadas pelos representantes eleitos.

O que faz um deputado federal?

Cria, debate e vota leis que impactam diretamente a vida da população;
Representa os interesses da sociedade no Congresso Nacional;
Fiscaliza o Governo Federal e o uso dos recursos públicos;
Aprova o Orçamento da União;
Destina emendas parlamentares para investimentos nos municípios;
Atua em pautas relacionadas à saúde, educação, segurança, infraestrutura e outras áreas de interesse público.

A publicação integra a série "Paulo Responde", iniciativa criada para esclarecer dúvidas frequentes da população sobre política e o funcionamento das instituições públicas.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

A EXTREMA-ESQUERDA BRASILEIRA: VISÍVEL E “INVISÍVEL”


A extrema-esquerda brasileira está impossível! Ela não pode mais ser ocultada, escondida convenientemente.

Ela é uma bomba de sadismo! Esse episódio em que o “jovem” pré-candidato e comunista Jon Manoel afirma defender, SEM RESTRIÇÕES, “todas as formas de resistência do povo palestino”, ou seja, incluindo o estupro individual e grupal de mulheres, meninas e crianças, despenca como uma bomba terrorista, explodindo nas telas de celulares, TVs e redes sociais por todo o Brasil.

E agora? O que vamos fazer? Vamos continuar aceitando que, na opinião pública dos brasileiros, siga existindo, arquitetadamente, somente a extrema-direita? Isso não dá mais. O teatrinho tem que terminar.

Portanto, neste texto, infelizmente, sou obrigado a decretar e documentar o RG dos extremistas. Faço um desabafo, mas ele vem com fundamentação. Até quando as universidades, a imprensa, as artes e os poderes constituídos vão fingir que o totalitarismo esquerdista não fomenta a tensão e o caos? Vão fingir mesmo que a mentalidade da extrema-esquerda não segue promovendo a realidade de terrorismo vivida pelos brasileiros?

A extrema-imprensa internacional rotulou Charlie Kirk de extremista e conservador, praticamente chancelando o assassinato covarde que o vitimou. Isto é, o modo de operar da extrema-esquerda é o mesmo no mundo inteiro. De maneira sub-reptícia, a imprensa esquerdopata e seus ideólogos, especialistas de opinião comprada, desumanizam os adversários políticos da agenda woke, a fim de que os fanáticos não se sintam culpados e abjetos ao tentarem matar ou matarem, de fato, os conservadores. Afinal, eles não nos matam porque somos extrema-direita. Eles nos rotulam de extrema-direita para justificar nos matar.

Em outras palavras, isso é aquela velha artimanha leninista: “Acuse-os do que você faz, chame-os do que você é”. É o estratagema que nunca caduca.

Na verdade, a manipulação linguística e o monopólio conceitual do que seja ou não um extremista operam diariamente nas mídias, nas academias e nos meios de produção cultural. Porém, pouco tem sido feito para denunciar esse mecanismo de manipulação psicológica empreendido pelos produtores das opiniões em forma de enlatados, que são derramadas e distribuídas com vilania na sociedade.


sábado, 18 de julho de 2026

Labirinto dos sentimentos

"O céu estrelado 
Vale a dor do mundo".

Adélia Prado



Onde a dor da minha alma vai,
Certa ou possivelmente vai, 
Me levar?
A que ou a quem vou recorrer 
Na tentativa de aliviar?
Qual é o prazer que eu busco 
Na intenção de aplacar?
Qual é o produto que me faz crer,
Logo, logo ao usar,
Que essa, esta e aquela impacientações,
Inquietações, angústias 
- sim, angústias de muitos nomes - 
Vão passar?

Seria a geografia do andarilho 
A prova de sua alma desligada,
Sem religião?
Por quais lugares, caminhos, aventuro 
Na crença de que, lá,
Ela não vá chegar?
Sim, como se houvesse um lá,
Ou um novo lar...
Inchegável a ela.

Quero saber a pergunta que eu não faço.
Quero ver a resposta que eu não tenho.

É uma dor de origem desconhecida
Capaz de anestesiar meu bom senso?
É uma ferida aberta, 
Como o vazio,
Que me ofusca os sentidos e o raciocinamento?
Ou é, crua e simplesmente, a dor que sinto,
Em forma de tristeza, 
Pelos pecados em que me quedo?
Uma é causa, outra é consequência?
Uma é uma e outra é outra?

Afinal, que solução darei 
Ao labirinto dos meus sentimentos?

Quem enxerga do Alto 
Vê o labirinto sob outra perspectiva. 
Os perdidos, aos próprios olhos,
Seguem, indignos, a própria sina,
Todavia são alvos
De uma sangrenta simpatia...

Há uma voz que comunica 
Às misérias que tenho na vida 
Que existe algo suficiente,
Maior que a morte,
E que a dor alivia!
Que enxuga as lágrimas,
Que firma os pés do andarilho,
Tornando-o peregrino.
E que faz da sua aventura 
A jornada das jornadas
Que é a eterna via.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

A direita precisa vencer a si mesma antes de vencer as eleições de 2026















As eleições de 2026 já começaram muito antes do calendário oficial. Enquanto muitos brasileiros ainda observam apenas a disputa pela Presidência da República, quem acompanha de perto a política sabe que a verdadeira batalha será também pelo Congresso Nacional, pelo Senado Federal e pelas Assembleias Legislativas dos estados. É ali que se decide a sustentação de qualquer governo e a possibilidade de aprovação das pautas que representam os valores de Deus, pátria, família e liberdade.

Por isso, causa preocupação assistir a tantos desentendimentos dentro do próprio campo conservador.

Tenho acompanhado, como jornalista e observador da política brasileira, uma sucessão de episódios que desgastam a imagem da direita perante a opinião pública. São discussões entre influenciadores, críticas públicas entre aliados, disputas de protagonismo e declarações que acabam oferecendo munição para a esquerda explorar.

Um exemplo recente foi a repercussão das declarações do jornalista Paulo Figueiredo sobre o comportamento eleitoral das mulheres. Independentemente da intenção da fala, abriu-se uma polêmica que obrigou lideranças conservadoras, como a senadora Damares Alves, a responder críticas em vez de concentrar esforços na construção do projeto político para 2026. O próprio senador Flávio Bolsonaro manifestou publicamente sua discordância em relação às declarações, demonstrando que determinados posicionamentos acabam criando divisões desnecessárias dentro da direita.

Esse, porém, não é um caso isolado.

Nos últimos meses assistimos às especulações em torno de divergências envolvendo Nikolas Ferreira e o apoio a Flávio, às discussões provocadas em torno vínculo entre o governador Zema e Flávio, além das notícias sobre desconfortos envolvendo a ex-primeira-dama Michele e a falta do devido reconhecimento do trabalho desenvolvido à frente do PL Mulher.

Ainda que muitas dessas situações sejam ampliadas pelas redes sociais ou pela própria Extrema-imprensa (braço covarde da Esquerd0patia Lulo-petista), elas produzem um efeito político real: transmitem ao eleitor a sensação de fragmentação.

E isso deveria preocupar todos aqueles que desejam uma maioria conservadora em 2026.

As palavras de Cristo permanecem atuais: "Todo reino dividido contra si mesmo será devastado, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá". Esse ensinamento não serve apenas para a vida espiritual; ele também oferece uma reflexão sobre qualquer projeto coletivo. Quando interesses pessoais, disputas de ego ou falhas de comunicação passam a ocupar mais espaço do que os objetivos comuns, toda construção política corre riscos.

Também vale recordar uma das principais lições deixadas pelo professor Olavo de Carvalho. Mesmo dirigindo críticas pontuais a integrantes do movimento conservador, Olavo sustentava que o Brasil necessitaria de um longo processo de fortalecimento da direita para romper décadas de hegemonia cultural da esquerda. Ou seja, a Direita-Bolsonarismo segue sendo o caminho necessário para vencer o inescrupuloso Lulo-petismo.

Para Olavo, esse trabalho exigia formação intelectual, coragem moral e perseverança, e não a destruição mútua entre aqueles que compartilham objetivos semelhantes.

Outra frase marcante de Olavo continua atual: "A moderação na defesa da verdade é um serviço prestado à mentira." Naturalmente, essa afirmação não deve ser confundida com licença para ataques pessoais ou irresponsabilidade na comunicação. Pelo contrário. Defender a verdade exige responsabilidade, honestidade intelectual e compromisso com os fatos.

É justamente isso que muitas vezes parece faltar no debate político brasileiro.

Enquanto setores da direita desperdiçam energia em conflitos internos, a esquerda continua organizada na defesa de seu projeto de poder. Na minha avaliação, os governos liderados pelo Partido dos Trabalhadores acumulam críticas relacionadas à condução da economia, da educação, da segurança pública e da gestão estatal, além do histórico de escândalos de corrupção que marcaram administrações petistas e resultaram em diversas investigações e condenações de agentes públicos ao longo dos anos. Mesmo após decisões judiciais que alteraram a situação processual do atual presidente, esse histórico permanece objeto de intenso debate político e continua influenciando a percepção de grande parte do eleitorado.

Diante desse cenário, considero que a prioridade da direita não deveria ser alimentar disputas entre aqueles que compartilham princípios semelhantes, mas construir unidade em torno de um projeto capaz de fortalecer a representação conservadora nas urnas.

Se o nome que vier a liderar esse processo for o de Flávio Bolsonaro ou de qualquer outra liderança legitimamente escolhida pelo campo conservador, essa decisão deverá nascer da maturidade política e da capacidade de reunir forças, e não de ampliar divisões.

O Brasil atravessa um momento decisivo. Mais importante do que vencer uma eleição presidencial é construir maioria no Congresso Nacional, no Senado e nas Assembleias Legislativas. Sem essa base, qualquer governo encontrará enormes dificuldades para implementar seu programa.

O desafio, portanto, não é apenas derrotar adversários políticos. É impedir que as próprias divisões internas enfraqueçam um projeto que muitos brasileiros enxergam como alternativa para o futuro do país.

Essa talvez seja a maior lição deste momento: antes de conquistar o Brasil, a direita precisa demonstrar que é capaz de vencer a si mesma.