quarta-feira, 15 de abril de 2026
BARROCO NA MIRA
Lei estadual inclui “Vem Louvar Pará” no calendário oficial e Marabá recebe etapa dia 18 abril
sábado, 4 de abril de 2026
O desejo que nasce de uma falta literária
Como lidar com as sensações que temos diante de desejos que não podemos realizar? Não falo de desejos proibidos de serem realizados, nem desejos ilícitos ou de práticas socialmente sabidas criminosas. Falo de coisas boas, que já foram vividas e que, de repente, começam a reanimar nossos sentimentos.
Contudo, o tempo passou e o que foi vivido já foi vivido. E, muitas vezes, aconteceram coisas boas em nossas vidas que, por mais que elas tivessem o poder de nos beneficiar, no fundo a gente não via a hora de concluir o ciclo e prosseguir para a próxima fase da vida.
É muito disso que senti. Senti o
desejo por algo que já tive, mas que hoje é uma falta.
Há
poucos dias fui tomado pelo desejo de invadir uma sala de aula em que pudesse
estar acontecendo algum debate sobre a boa literatura. E era exatamente isso. Havia
um buraco no peito, um desejo por mergulhar no universo da teoria literária com
pessoas famintas por discutir seus pontos de vista e experiências estéticas sobre
algum romance ou conto brasileiro.
Vejam
bem. Não poderia ser uma sala de aula qualquer. Talvez até pudesse ser uma sala
de aula qualquer no sentido de algo material ou geográfico. Ainda que fosse uma
sala sem ar-condicionado, êta sofrimento! Ou ainda fosse distante da
minha casa. Tinha que ser um espaço educacional em que houvesse, necessariamente,
repito, necessariamente, as vozes fazendo inferências das estrofes de algum
poema, atravessando a natureza de suas percepções com as demais áreas do
conhecimento humano, impulsionando a produtividade do debate literário às
alturas mais apoteóticas.
Era
isso.
Como
poderia ser isso? Bem, cursei Letras. Amei cursar. Obviamente, faz todo sentido.
A beleza da arte literária é algo que se carrega para a vida inteirinha. Todas
as boas e as infelizes vezes em que fomos desafiados a ter que labutar com
textos artísticos, por mais que as circunstâncias fossem atrapalhadoras,
era uma oportunidade de viver algo que só a poesia permite viver quando
avançamos em seu universo.
Talvez
fosse a aura que eu estivesse, novamente, querendo apreciar. Eu a aprecio
sozinho com minhas leituras, com minha biblioteca pessoal. Mas, dessa vez, era
diferente. Tinha um detalhe. Aquele círculo. Aquela roda de leitura. Aquele
encontro entusiasmado para uns e maçantes para outros.
Era
essa invasão que agora eu precisava lidar. Lidei. Não invadi. Mas, desejei. Por
falta.
sábado, 28 de março de 2026
Brasileiro exilado morre na Argentina, graças ao Direito morto no Brasil
Repercutiu neste sábado, 28 de março, em alguns canais de notícia da chamada Extrema-Imprensa digital, como o Metrópoles, a morte de um brasileiro exilado na Argentina. O motivo? Foi condenado pelo Poder Judiciário, no Brasil, pelo suposto “Golpe de 8 de janeiro”, que teria derrubado a democracia em nosso país.
Quer saber como os quase 1.400 ocupantes das sedes dos três poderes iriam derrubar o Estado Democrático de Direito da República Federativa do Brasil? Assim, dando aquele golpe:
Aquele golpe com vendedores de pipoca e picolé invadindo igual MST e CUT fizeram muitas vezes;
Aquele golpe que arrastou até mendigo que estava em sua condição de rua na rua.
Aquele golpe com senhorinhas com a Bíblia Sagrada na mão;
Aquele golpe com mulheres orando de joelhos no Senado;
Aquele golpe com batom que escreve em estátua: “Perdeu, mané!”;
Aquele golpe em que Flávio Dino disse que não era responsável pelas imagens de quem depredou patrimônio público;
Aquele golpe em que Dias Toffoli caminhava pelo Congresso acompanhando os manifestantes, servindo água;
Aquele golpe com manifestantes sem armas;
Aquele golpe sem o Exército Brasileiro se envolver em nada, sem nenhum tanque de guerra nas ruas;
Aquele golpe sem o apoio de nenhum partido político interessado em governar o que sobraria depois;
Aquele golpe sem que nenhuma parte da grande imprensa nacional participasse;
Aquele golpe em que o presidente derrotado nas eleições, com ajuda do TSE, Supremo, Extrema-Imprensa e cia., estava em outro país;
Aquele golpe em que esse mesmo presidente, sabotado por desafetos abertamente conhecidos, ocupantes de instituições democráticas de nível federal, já havia passado o comando das Forças Armadas para o sucessor;
Aquele golpe em que o presidente forçado a perder foi à imprensa orientar abertamente o povo brasileiro a seguir o ritmo democrático, dentro das “quatro linhas da Constituição”.
Era esse golpe aí.
Julgado pelos togados que já tinham o sangue do Clezão nas mãos.
sexta-feira, 27 de março de 2026
Bandidos não sentem vergonha. Sentem “justiça”.
Um microconto macabro.
O Brasil inteiro, hoje, sabe que o STF blindou, freou, deu reset às investigações contra quem roubou os aposentados e pensionistas do INSS.
Dá pra acreditar que há pessoas
idosas sendo roubas com a ajuda do Poder Judiciário proibidor do prosseguimento
da CPMI do INSS?
Dá. Eis o espanto.
domingo, 22 de março de 2026
Maldades que já me fiz por amor
Não perceber que era maldade.
Fingir que não
sofria.
Carregar toda a
culpa
Carregar toda a culpa
até quando sem culpa.
Pensar em amar
pouco, amar menos, amar pequeno.
Pensar em não mais
amar.
Não me defender.
Desprezar as próprias
virtudes.
Paralisar bons
trabalhos.
Julgar-me lento
quando humanamente era necessário ser lento.
Parar o que eu não
queria sequer atrasar.
Menosprezar,
inclusive, os talentos mais notórios.
Ferir quem sou
como se quem sou nunca bastasse.
Dizer nomes feios.
Não aproveitar o
tempo de Graça.
Viver esquecido de
que há Misericórdias matinais.
Não viver o
remédio do meu choro.
Sepultar em vida o
que não merecia morrer.
Encasular-me sem
evolução.
Não aguentar com o
peso que era justo que eu não aguentasse.
Cegar-me diante
dos defeitos que proposito tratar.
Perder a fome.
Literalmente
perder a fome.
E, o pior, parar
de comer.
sábado, 21 de março de 2026
Dor e oxigênio
Eu mergulho na minha dor
Como quem não tem rumo.
Maximizo. Centralizo. Focalizo.
Isso não é bom!
Asfixio...
Perco a oxigenação do
cérebro
Por onde as ideias
passam.
Passam só as insolúveis:
medo, culpa, impotência
E autocomiseração.
Outros órgãos são
afetados
Bem como suas
capacidades.
Não enxergo mais nada que
não seja por ela.
Vou endoendo todos
cenários da minha vida.
Perdido, desesperançado à
medida que não vejo
Solução para ela.
Sinto dificuldades em
tocar a exata natureza das coisas.
Desconfio do que me chega
ao tato
Ou simplesmente não sei
mais o que fazer
Com nada daquilo que está
posto materialmente no mundo.
Questiono: “A metafísica
da dor anestesiou todos os meus sensos?”
Ou: “É necessário passar
por esse sequestro que a dor me causa?”
A dor avança.
Disso não há dúvidas.
Avança porque diante de
mim noto a dor escalando para vidas alheias.
Pessoas do meu peito
agora são pessoas da minha violência.
Avança porque, do fundo
ou do alto dela, sinto que começa a agir involuntariamente.
Ela está ali, saindo
pelos meus poros.
Estou suando e fendendo a
nauseabunda força que nos humaniza mais que a morte.
Afinal, passamos mais
tempo doendo que morrendo.
O tempo é a prova de que
uma e outra coisa não são a mesma coisa.
Conscientizo-me de todas
quantas puder,
Todas quantas posso, dores
que estão soterradas no meu ser.
Vocês não morarão por
muito tempo nesse oculto.
Eu sei que eu era cego,
mas agora vejo.
Um dos sentidos começa a
ficar sóbrio,
Depois de tanto tempo enebriado
pelos óculos dos meus sofrimentos.
Porém, é difícil ter
olhos que vejam do lado de dentro.
Vou orando nessa
escuridão.
Nessa vastidão, a pouca
luz que vem do alto contrasta com
A luz de mim.
Estou tendo medidas das
trevas.
Já consigo medir com os
palmos das mãos a natureza dos meus atos ferazes.
Torna-se possível desviar
os males que a dor deu forma,
Muitas formas, na
verdade.
Formas atingíveis,
Que quase conseguiram
arrancar os que são do meu peito.
Inclusive, as formas que quase
me desenraizaram dos bons sentimentos de quem me ama.
Teu curso, dor.
Ainda respiro...
Saindo dessa travessia.
sábado, 14 de março de 2026
Feminicídio ou Marketing: Como confiar em quem manipula os fatos?
Feministas caladinhas... ou feitiço virando contra o feiticeiro?
terça-feira, 10 de março de 2026
Gestão Toni Cunha apresenta avanços significativos na saúde de Marabá no primeiro ano de governo
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Carnaval contra a família
![]() |
| Homenagem a Lula teve evangélicos em lata de conserva |
A propaganda do ódio consegue pintar nas mentes, mesmo nas mais preto e branco que possam existir, o quadro mais cruel do amor. Ela consegue atribuir ao amor a face mais nefasta possível. Incrivelmente, o poder de anunciar o mal como se fosse um bem é coisa que só a propaganda tem. E quem está por trás de tamanha arte de pintar a injustiça e a maldade? Isto é, quem são aqueles que conseguem anunciar conferindo vilania aos seres mais caridosos?
Pelo
menos três coisas precisamos pensar antes de entender quem são os manipuladores
da propaganda do ódio: o seu público-alvo, os seus recursos e os seus porquês.
Primeiramente,
as mentes preto e branco são as de milhares de pessoas que querem viver suas
vidas com alegria, com lazer, com amor — viver principalmente tendo que vencer
a canseira natural da vida: trabalhar, lutar pelos sonhos, pagar impostos,
resolver problemas etc. Milhões de pessoas carregam consigo as mentes mais
naturais possíveis. Eu penso que é gente cheia de esperança e de confiança na
vida.
E
digo mais: a maioria dos brasileiros que são alvos das propagandas do carnaval
querem simplesmente comunhão. Querem viver bem. E ter diversão integra as
práticas do viver bem e da comunhão. Hoje sabemos que até a alma mais
desgraçada na porta de um bar possui o rosto de alguém que só quer comunhão,
que, em certo sentido, só quer Deus. Em resumo, é apenas gente cuja inocência —
provocada, repito, pela soma da esperança e da confiança na vida — nos faz
acreditar que os políticos brasileiros jamais conseguirão ser tão bandidos a
ponto de roubar-nos a alegria de gozar dias felizes.
Em
segundo lugar, há muita grana sendo usada pela propaganda do ódio. Milhões no
Brasil, bilhões pelo mundo. Porém, toda essa grana não se compara a todo o
conhecimento científico que é reunido para poder emplacar, imprimir nas mentes
alheias o senso do bem pelo mal, a troca do certo pelo errado. A propaganda
entra pelos olhos e ouvidos das pessoas, pelo meio fisiológico que for possível
usar, promovendo o impacto psicológico necessário para influenciar as pessoas a
acreditarem que a grama não é verde.
Os
recursos linguísticos, todo o estudo sobre a psicologia do consumo, todo o
estudo sobre a semiótica a favor da propaganda, toda a sabença já reunida pelas
ciências do comportamento humano estão sendo usados para desenhar na mente das
pessoas as maiores desumanidades.
E
os porquês dessa gente? Não apenas para ter mais grana dessa mesma grana que
tanto gastaram. Não apenas para ter mais conhecimento científico cuja
manipulação das massas seja comprovada. Os seus porquês continuam sendo
aniquilar tudo aquilo que o Senhor Jesus Cristo ensinou. Tentam anular tudo
aquilo que o Filho de Deus defendeu. Querem — e seguem querendo — destruir a
família, genuinamente constituída como projeto de Deus.
E
quem são esses senhores da propaganda do ódio? No bom estilo All the
President's Men (1976), respondo com um: “Follow the money!”
Nutrindo o terreno vazio
Palavras ditas ao vazio,
Ditas em direção ao buraco do coração
Alheio.
Sonorosas abriduras das manhãs,
As bomdiações,
As curinguices,
Os mistérios de fome,
De desejo,
De nutrição e de ócio.
Comunico,
Digo as tonturas e torturas,
Passeio por memórias do que aconteceu,
Compartilho,
Tal e qual memórias do que poderão ser,
Imaginações que superam o abismo.
Li, por Larry Crabb[1], o quanto Maggie Ross sondou,
Sapienciou,
O quanto a solidão denuncia Deus necessitado em nosso âmago.
A solidão como anseio dele.
Aos cachos escuros da negra noite,
Nas vastidões dos-sem-motivos para carnavalizar,
Como em qualquer tempo,
Falo com o que é contra ou com o que é surdo:
E não me ouço como não ouço ninguém a responder.
Mas, sigo...
Não padeço da cara crua nem do peito morno.
Sou irradiações,
Mais que alfa, beta e gama.
Sigo atravessando,
Com ou sem travessuras advindas da boca muda,
Do ser irrespondedor.
Minha palavra é alimento.
Nutre, eu sei!
É vida que vai de mim, mas não veio de mim.
Eu extraio,
Torço as raízes que preciso para confeccionar as tintas,
Farei as pinturas que pintarei como minha fala nutritiva.
Formarei paixões e romances na mente da noite.
Desde o amanhecer,
Até mesmo nas inoportunas horas,
Emana o que não me atrevo a furtar de ninguém.
Darei dos tesouros que me deram.
Cumprirei não uma sina e,
Sim,
Plantarei os tempos surdos dos amanhãs.
Aqui e acolá o peito esburacado não estará mais vazio.
As arrepiações do nada frutificarão...
As nutrições não eram só para mim,
Tonturas e torturas não eram só as minhas,
O trabalho que comunica amor não falhou.
Nunca falha.
Só fala.
Só fale.
Só falo.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
Chuva conta o amor
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Fevereiro: Nikolas continua “caminhando”... até Marabá
![]() |
| Nikolas recebe apoio de um dos principais líderes de direita em Marabá, o prefeito Toni Cunha |
O fim anuncia
um novo começo. A jornada do deputado federal Nikolas Ferreira, intitulada
“Caminhada pela Liberdade e Justiça”, teve início em 19 de janeiro e chegou ao
seu destino final, Brasília, no domingo, 25 de janeiro de 2026. Porém, Nikolas
segue “caminhando” até Marabá — entenda-se o termo como o ato de influenciar a
pauta política local.
Na verdade, os
passos do jovem parlamentar tiveram impactos até na política paraense. Muitos
cidadãos de várias cidades do Pará cobraram que seus representantes direitistas
estivessem presentes, marcando a história em um ato de resistência política das
direitas brasileiras.
Em Marabá,
grande parte da população que se identifica como conservadora e muitas
lideranças de direita estão reunidas e unidas em torno do atual prefeito, o
delegado federal Toni Cunha. O que o prefeito e arquiteto de formação Abílio
Brunini representa para Cuiabá, Toni representa para Marabá. Ambos os gestores
têm alcançado um nível de postura republicana, gestão e respeito às diferenças
que somente verdadeiros líderes democráticos possuem.
Entre os
movimentos de direita existentes no Pará, assim como no Mato Grosso, é
extremamente necessário que os atuais prefeitos atuem chamando para si a
responsabilidade de manter governos produtivos, sem se esquecer dos princípios
que norteiam a direita ressurgente no Brasil — desde Olavo de Carvalho até o
surgimento do presidente Jair Messias Bolsonaro. Afinal, ainda há muita gente,
como o aposentado Barroso, tentando vencer e aniquilar o bolsonarismo.
Digo que
Nikolas está caminhando até Marabá porque, ao reparar nos “enunciados mais
significativos da modernidade” — isto é, os comentários do povo nas redes
sociais —, podemos entender o quanto o jovem deputado aterroriza os discursos e
a existência das esquerdas brasileiras.
O prefeito de
Marabá compartilhou uma breve mensagem reconhecendo os méritos e o peso
político do parlamentar mineiro. A caminhada de Nikolas dominou a pauta
política e os sentimentos de milhões de brasileiros no mês de janeiro. Contudo,
basta reparar no quanto os comentários daquelas pessoas que sofrem de alguma
afetação ou mesquinhez política contra Nikolas ou contra Toni indicam o quanto
elas se sentiram ofendidas.
Vamos dar voz à “ditadura dos ofendidos”: gente que fingiu demência ao dizer que não sabia qual era o sentido ou o objetivo da caminhada, mesmo vendo e ouvindo Nikolas anunciar em dezenas de vídeos que havia vários motivos. Estes iam desde o espiritual — confiar que Deus tem a solução para os problemas e as lutas de fé dos brasileiros — ao sociopolítico — alertar a população para os escândalos de corrupção durante o governo Lula 3.
Houve quem julgasse ser uma “palhaçada” pelo fato de os políticos que se uniram a Nikolas receberem salários altos. Houve o choro de quem fez ilações sobre “André Valadão com Banco Master”. Outros criticaram o fato de Nikolas dormir em “hotéis cinco estrelas” enquanto o povo não. Enunciaram até que as pautas de Nikolas seriam “inúteis”.
A ditadura dos
ofendidos é um muro de lamentações; é obra de gente que acredita que qualquer
motivo inexistente é mais que o suficiente para desejar o fim de Nikolas, da
mesma forma que desejaram ou celebraram o atentado contra Charlie Kirk.
No fim das contas, a caminhada de Nikolas chegou a Marabá para provar que ainda há bom senso e esperança para a população marabaense. Acorda, Brasil!
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
A POLÍTICA DO BRASIL NO BOTE DA COMÉDIA
Será que o salva-vidas do Brasil será a comédia? A pergunta me ocorre diante do fato de a política brasileira estar afundando em escândalos, principalmente no cenário federal. A política do Governo Lula 3 e o ativismo judicial promovido por certos megalomaníacos no STF têm se tornado um susto diário — um absurdo, facilmente transformado em piada.
Em março, o comediante paraense Murilo Couto fará um show de stand-up comedy em Marabá, no Teatro Municipal
Eduardo Abdelnor, localizado na Folha 16 (Núcleo Nova Marabá). Um dos esquetes
de Murilo ironiza e satiriza tanto os absurdos quanto as lambanças do ministro Toffoli na condução do caso do Banco Master.
Embora seja papel da grande
imprensa comunicar o fato de Toffoli transformar o STF em uma espécie de sede
da Polícia Federal, relatar a falta de ética do ministro ao viajar com advogado
do Banco Master e repercutir que seus parentes têm finanças ligadas ao banco,
são os humoristas que realmente têm falado aos ouvidos do povo brasileiro.
Em outras palavras, a realidade
da política brasileira tem sido um dos materiais mais ricos e capazes de
produzir cortes virais nas mãos dos comediantes. Tratar a realidade política de
forma séria e juridicamente aceitável não tem sido suficiente para que o bom
senso e a égide da justiça voltem a imperar no Brasil.
Claro que, quando atacavam a
Direita — Bolsonaro, Nikolas e outros nomes do conservadorismo — os arautos do
humor, como Leo Lins, Marcelo Duque e Diogo Portugal, não sofriam a represália
que hoje enfrentam. Basta falarem um “ai” sobre o filho do Lula ou sobre a
careca do “Xandão” e sua digníssima, que logo passam a cogitar prisão, na mesma
toada do que já ocorreu contra Leo Lins.
Enfim, a luz de alerta acendeu.
Murilo Couto é mais um dos que colocam na própria testa o alvo do cancelamento.
E, a meu ver, é a melhor hora para vir a Marabá e também dar um choque de
realidade cara a cara.
E, por falar em alerta, deixo
outro: a grande preocupação é se, nos próximos capítulos do drama político
brasileiro, houver um plot twist. Isto é, se quem de fato vai dar o bote nos
comediantes, no melhor estilo cascavel, será o sistema. Veneno mata, mas não
tanto quanto os abraços dos afogados. Melhor que entrar em desespero é subir no
bote da comédia.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Igreja Quadrangular de Marabá conclui “Projeto de Vida 2026” com participação do pastor Paulo Bengtson
sexta-feira, 12 de dezembro de 2025
TODO AMOR, AMOR TODO
quinta-feira, 27 de novembro de 2025
A IMPUNIDADE É O MAIOR DOS CRIMES
O que acontece no momento em que as pessoas assistem a injustiças? Quando elas presenciam a injustiça na forma de impunidade? Qual é o impacto, qual é o efeito disso em suas mentes? Eu, na maioria das vezes, fico reflexivo. Um pouco paralisado, pensando no absurdo que meus olhos veem.
Entendo que
esse impacto depende, geralmente, de múltiplos fatores: o meio, o tipo de
injustiça e meu vínculo em relação a quem, porventura, sofre com a impunidade.
Por exemplo, o
meio pelo qual essas situações ou cenas de violência, de patente injustiça,
chegam: pelo celular, pela TV. Ou quando eu presencio a ocorrência delas. Isso
mexe na minha sensação de potência ou impotência reativa perante os fatos.
Vejamos. Que
potência tenho se, ao ir à padaria, vejo a notícia de um bandido solto em
audiência de custódia, enquanto a vítima desse assassino vai para debaixo da
terra e os familiares padecem com o silêncio e a ausência de representantes dos
direitos humanos? Nenhuma, imediatamente falando.
Agora, eu
posso evitar o “sucesso” das pequenas injustiças praticadas no dia a dia, coisa
que acostuma muita gente que gosta de sair impune. Na fila do pão – a gente
precisa sair da padaria –, se vejo à minha frente uma pessoa ser atendida por
dar uma de espertinha e violar a vez de quem estava ainda mais à frente — que
chegou bem antes de nós dois: de mim, o “assistidor”, e do pentelho à frente, o
espertalhão — obviamente que a potência aumenta. Assim, podemos cobrar que o
atendente seja justo e não permita que a injustiça ocasione a impunidade.
Embora exista uma
gradação entre maior ou menor relevância social, todo um abismo entre esses
dois exemplos de impunidade, a do bandido solto dolosamente e a do espertalhão
na fila do pão, é necessário avaliarmos os efeitos da impunidade em todas as
esferas da sociedade.
Na verdade, o
impacto de cada caso vai muito além do aspecto visual. Muito além da cara que
fazemos, quer de consternados, quer de revoltados.
Quando
presencio a injustiça na forma de impunidade, todos os meus sentidos ficam num
esforço contínuo, acredito que seja para reagir, isto é, para gerenciar os
fatos que chegam até mim e como vou entender o que é a vida — ou seguir
entendendo o que é a vida a partir dali. Mais: o que vou fazer com o que é vida
ao ver que a vida também é aquela impunidade ali, na minha cara.
Sabemos que
mais um fator é a nossa relação, nossa intimidade, nosso vínculo com quem
padece a impunidade. Não posso esperar para reagir e agir, para usar a potência
que tenho, apenas quando minha relação com quem sofre injustiça seja a de quem
tem a vítima em seu campo de afeto — por motivos sanguíneos, um familiar,
afetivo-sociais, um amigo de infância, ou até filosófico-existenciais, alguém
da minha igreja, do meu partido ou da minha profissão.
Quando a
justiça não é feita, toda a sociedade sai perdendo. Quando a impunidade
torna-se a regra, as pessoas do povo passam a desacreditar nas leis, passam a
perder a confiança naqueles que deveriam executá-las.
No fim das
contas, a impunidade é um tipo de maldade que consegue ser maior que o crime
cometido. Ela torna todos nós culpados em alguma medida. Porque todos temos a
capacidade, a potência de se importar. Seja adulto, seja idoso. Até uma criança
chega a um momento da infância em que percebe que as injustiças não pertencem a
bem nenhum. E que o coleguinha merece ajuda. Justa ajuda.
terça-feira, 25 de novembro de 2025
II Encontro Municipal de Bandas e Fanfarras agita Marabá com ritmos e talentos locais
A manhã desta quarta-feira, 19 de novembro, foi marcada por sons vibrantes de tambores, pratos e fanfarras no II Encontro Municipal de Bandas e Fanfarras, realizado no Museu Municipal Francisco Coelho. O evento reuniu estudantes de escolas municipais e regionais em uma celebração da música e da cultura paraense, promovendo integração, disciplina e o resgate das tradições locais.
Educação e cultura de mãos dadas
Para o secretário de Educação, Cristiano Lopes, a iniciativa reforça a importância da música na formação cidadã:
“Os alunos saem daqui mais confiantes e conectados com todo o ensinamento que a inteligência musical proporciona. Nosso objetivo é criar, para 2026, um evento no calendário letivo municipal, no formato de campeonato, com torcidas e premiação aos vencedores.”
Ensaios que transformam vidas
O professor Walkimar Guedes, do Departamento de Música da Semed, destacou o esforço contínuo dos estudantes:
“Esse é um momento importante para que os alunos tenham socialização e mostrem o resultado dos ensaios. Durante toda a semana eles estão produzindo suas marchas. Algumas bandas de outros estados já manifestaram interesse em participar, o que fortalece a cultura musical em Marabá. Hoje o projeto atende 44 escolas, sendo 10 da zona urbana e 4 do campo.”
Emoção e superação
O maestro Weigno Leite, da Banda de Percussão Odílio Maia, ressaltou o impacto do projeto em comunidades carentes:
“Trazer a cultura para dentro da escola é algo único. Os alunos ficam tão ansiosos que às vezes nem dormem. É gratificante ver o resultado na vida deles, tanto na musicalização quanto na questão social. Hoje trouxemos 22 alunos, mas a banda tem 40 instrumentos e estamos preparando também os de sopro para integrar às próximas apresentações.”
Cultura em expansão
Representando a FCCM, o maestro Amarildo Coelho celebrou o encontro como resultado de anos de trabalho:
"Esse momento é glorioso pra nós, porque estamos vendo o resultado das extensões da Casa da Cultura e da parceria com a Semed. É maravilhoso ver profissionais atuando nessas escolas e fortalecendo a cultura.”
Música como presente
O professor Daniel Oliveira (UEPA), responsável por três bandas, destacou o valor da iniciativa:
"Pra vida desses alunos, que passaram meses estudando música, isso é um presente. É o primeiro contato de muitos com a música, e para alguns é tudo ao que eles se agarram. Isso deveria estar inserido na grade curricular de todas as escolas.”
O professor Josias Ramos, da Banda de Percussão Jardeon de Souza (EMEF Faixa Linda), relatou a emoção dos alunos e familiares:
"É a primeira vez que eles participam e está sendo incrível. Uma mãe chorou de emoção ao ver o filho se apresentar. Esse é o resultado que esperamos: emoção e confiança. Essa parceria entre família, comunidade e escola é fundamental.”
A professora Amanda Vieira, da Banda Marabela (EMEF Tancredo Neves), destacou o marco para a cidade:
“É a primeira vez que temos um evento grande com várias bandas tocando músicas além das marchas. Estou muito feliz e orgulhosa. Isso é um marco para Marabá e espero que se repita todos os anos.”
Intercâmbio cultural
O professor Waldemar Guedes trouxe a Banda de Percussão de Itupiranga, convidada especial, ampliando o intercâmbio cultural entre municípios.
Já a estudante Ramilly Caroline, de 18 anos, emocionou-se ao falar da experiência:
“É maravilhoso ver que a prefeitura de Marabá e a de Itupiranga desenvolvem esses projetos para os jovens. Antes não havia oportunidades e muitos se envolviam em coisas desnecessárias. Agora temos momentos que transformam nossas vidas. Espero que esse seja o primeiro de muitos encontros.”
Encerramento em grande estilo
A manhã foi concluída com apresentações da Banda Som do Arco (EMEF Arco-Íris), Banda Raquel de Queiroz (EMEF Pedro Marinheiro e Prof. Raimundo Gomes) e, por fim, a explosiva Banda Som da Juventude (EMEF Geraldo Luiz Gonzaga), que colocou o público de pé.
O II Encontro Municipal de Bandas e Fanfarras mostrou que a música é capaz de transformar vidas, unir comunidades e valorizar tradições. Mais do que um espetáculo, o evento consolidou-se como um marco cultural em Marabá, reforçando o papel da educação musical como patrimônio imaterial da região e preparando o caminho para futuras competições e intercâmbios nacionais.










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