sábado, 14 de março de 2026
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terça-feira, 10 de março de 2026
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Carnaval contra a família
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| Homenagem a Lula teve evangélicos em lata de conserva |
A propaganda do ódio consegue pintar nas mentes, mesmo nas mais preto e branco que possam existir, o quadro mais cruel do amor. Ela consegue atribuir ao amor a face mais nefasta possível. Incrivelmente, o poder de anunciar o mal como se fosse um bem é coisa que só a propaganda tem. E quem está por trás de tamanha arte de pintar a injustiça e a maldade? Isto é, quem são aqueles que conseguem anunciar conferindo vilania aos seres mais caridosos?
Pelo
menos três coisas precisamos pensar antes de entender quem são os manipuladores
da propaganda do ódio: o seu público-alvo, os seus recursos e os seus porquês.
Primeiramente,
as mentes preto e branco são as de milhares de pessoas que querem viver suas
vidas com alegria, com lazer, com amor — viver principalmente tendo que vencer
a canseira natural da vida: trabalhar, lutar pelos sonhos, pagar impostos,
resolver problemas etc. Milhões de pessoas carregam consigo as mentes mais
naturais possíveis. Eu penso que é gente cheia de esperança e de confiança na
vida.
E
digo mais: a maioria dos brasileiros que são alvos das propagandas do carnaval
querem simplesmente comunhão. Querem viver bem. E ter diversão integra as
práticas do viver bem e da comunhão. Hoje sabemos que até a alma mais
desgraçada na porta de um bar possui o rosto de alguém que só quer comunhão,
que, em certo sentido, só quer Deus. Em resumo, é apenas gente cuja inocência —
provocada, repito, pela soma da esperança e da confiança na vida — nos faz
acreditar que os políticos brasileiros jamais conseguirão ser tão bandidos a
ponto de roubar-nos a alegria de gozar dias felizes.
Em
segundo lugar, há muita grana sendo usada pela propaganda do ódio. Milhões no
Brasil, bilhões pelo mundo. Porém, toda essa grana não se compara a todo o
conhecimento científico que é reunido para poder emplacar, imprimir nas mentes
alheias o senso do bem pelo mal, a troca do certo pelo errado. A propaganda
entra pelos olhos e ouvidos das pessoas, pelo meio fisiológico que for possível
usar, promovendo o impacto psicológico necessário para influenciar as pessoas a
acreditarem que a grama não é verde.
Os
recursos linguísticos, todo o estudo sobre a psicologia do consumo, todo o
estudo sobre a semiótica a favor da propaganda, toda a sabença já reunida pelas
ciências do comportamento humano estão sendo usados para desenhar na mente das
pessoas as maiores desumanidades.
E
os porquês dessa gente? Não apenas para ter mais grana dessa mesma grana que
tanto gastaram. Não apenas para ter mais conhecimento científico cuja
manipulação das massas seja comprovada. Os seus porquês continuam sendo
aniquilar tudo aquilo que o Senhor Jesus Cristo ensinou. Tentam anular tudo
aquilo que o Filho de Deus defendeu. Querem — e seguem querendo — destruir a
família, genuinamente constituída como projeto de Deus.
E
quem são esses senhores da propaganda do ódio? No bom estilo All the
President's Men (1976), respondo com um: “Follow the money!”
Nutrindo o terreno vazio
Palavras ditas ao vazio,
Ditas em direção ao buraco do coração
Alheio.
Sonorosas abriduras das manhãs,
As bomdiações,
As curinguices,
Os mistérios de fome,
De desejo,
De nutrição e de ócio.
Comunico,
Digo as tonturas e torturas,
Passeio por memórias do que aconteceu,
Compartilho,
Tal e qual memórias do que poderão ser,
Imaginações que superam o abismo.
Li, por Larry Crabb[1], o quanto Maggie Ross sondou,
Sapienciou,
O quanto a solidão denuncia Deus necessitado em nosso âmago.
A solidão como anseio dele.
Aos cachos escuros da negra noite,
Nas vastidões dos-sem-motivos para carnavalizar,
Como em qualquer tempo,
Falo com o que é contra ou com o que é surdo:
E não me ouço como não ouço ninguém a responder.
Mas, sigo...
Não padeço da cara crua nem do peito morno.
Sou irradiações,
Mais que alfa, beta e gama.
Sigo atravessando,
Com ou sem travessuras advindas da boca muda,
Do ser irrespondedor.
Minha palavra é alimento.
Nutre, eu sei!
É vida que vai de mim, mas não veio de mim.
Eu extraio,
Torço as raízes que preciso para confeccionar as tintas,
Farei as pinturas que pintarei como minha fala nutritiva.
Formarei paixões e romances na mente da noite.
Desde o amanhecer,
Até mesmo nas inoportunas horas,
Emana o que não me atrevo a furtar de ninguém.
Darei dos tesouros que me deram.
Cumprirei não uma sina e,
Sim,
Plantarei os tempos surdos dos amanhãs.
Aqui e acolá o peito esburacado não estará mais vazio.
As arrepiações do nada frutificarão...
As nutrições não eram só para mim,
Tonturas e torturas não eram só as minhas,
O trabalho que comunica amor não falhou.
Nunca falha.
Só fala.
Só fale.
Só falo.
