sábado, 22 de agosto de 2026
Política antes que seja tarde: quando a omissão também se torna uma escolha
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Propaganda eleitoral dentro da lei também é exercício de cidadania
Com a campanha eleitoral nas
ruas, o Blog Olhar do Alto reuniu, de forma simples e objetiva, informações
para ajudar o cidadão a identificar situações de propaganda eleitoral irregular
e saber como agir.
A orientação vale para Marabá,
todo o Pará e qualquer município brasileiro. As regras eleitorais existem para
todos e devem ser respeitadas por candidatos, partidos, equipes de campanha e
apoiadores, independentemente do cargo em disputa.
Entre as situações que merecem
atenção estão propaganda irregular em bens públicos e equipamentos urbanos, uso
de outdoors ou estruturas com efeito semelhante, abusos relacionados à
propaganda sonora, derrame de santinhos nas condições proibidas pela legislação
e irregularidades na propaganda pela internet.
Em períodos eleitorais, o
respeito às regras não é apenas uma obrigação de candidatos e partidos. É
também uma das bases para que a disputa aconteça em condições democráticas.
Como observa o cientista político e professor do Insper Fernando Schüler, “a
democracia demanda um olhar dirigido a todos os lados do jogo. De nada vale o
olhar seletivo”. A reflexão reforça um princípio essencial da fiscalização
eleitoral: a regra precisa ser observada independentemente de quem esteja
disputando a eleição.
Ao presenciar uma possível
infração, o cidadão pode registrar fotos, vídeos e outras informações e
encaminhar a ocorrência à Justiça Eleitoral pelos canais oficiais, entre eles o
Pardal Móvel.
Fiscalizar não significa
perseguir candidato A ou B. Significa exigir que todos disputem o voto
respeitando as mesmas regras.
A participação cidadã também
passa pela informação. Em debate promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral
sobre voto consciente, o comentarista político Caio Coppolla defendeu que “o
eleitor consciente é o eleitor bem informado”, destacando a importância de
conhecer o que acontece na própria comunidade e no país.
A democracia também se fortalece
quando o eleitor conhece seus direitos, acompanha a campanha, busca informação
e cobra respeito à legislação e ao espaço público.
Fiscalizar uma possível
irregularidade, portanto, não significa tomar partido. Significa contribuir
para que a disputa aconteça dentro das regras estabelecidas para todos.
Campanha se faz com propostas,
diálogo e respeito. A lei vale para todos.
PROPAGANDA ELEITORAL TEM LIMITE: CIDADÃO PODE DENUNCIAR USO IRREGULAR DE IMÓVEIS
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Quem tem medo do Pablo Marçal falar?
terça-feira, 18 de agosto de 2026
Projeto de Paulo Bengtson em defesa dos diabéticos avançou na Câmara, mas ainda aguarda votação
Uma iniciativa defendida pelo então deputado federal Pastor Paulo Bengtson em favor das pessoas com diabetes continua, quatro anos depois de um importante avanço na Câmara dos Deputados, aguardando uma decisão definitiva do Parlamento.
O Projeto de Lei 1.519/2021,
apresentado por Bengtson durante seu mandato na Câmara, estabelecia atendimento
prioritário às pessoas com diabetes em laboratórios das redes pública e privada
durante a realização de exames que exigissem jejum total.
A justificativa estava
diretamente relacionada aos riscos enfrentados por pacientes diabéticos quando
permanecem longos períodos sem alimentação. Na apresentação da proposta,
Bengtson alertou para possíveis episódios de hipoglicemia e consequências como mal-estar,
taquicardia, tonturas, desmaios e sudorese.
“Essa é uma causa que não pode parar. Quando fui deputado federal, apresentei esse projeto porque conhecemos os riscos que uma pessoa com diabetes enfrenta ao permanecer horas em jejum esperando por um exame”, rememora Paulo Bengtson, atualmente candidato a deputado federal (nº 1556) pelo Estado do Pará
O que aconteceu em 2022
Em junho de 2022, Paulo Bengtson informou ao povo de Marabá que ocorreu um dos avanços mais importantes da matéria. A então Comissão de Seguridade Social
e Família da Câmara aprovou o parecer do deputado Luiz Lima, que recomendou a
aprovação dos dois projetos na forma de um substitutivo.
O texto aproveitou dispositivos
das duas propostas e manteve seu objetivo central: assegurar às pessoas com
diabetes atendimento prioritário nos serviços públicos e privados de saúde para
procedimentos que exijam jejum.
A prioridade deve coexistir com
os demais públicos preferenciais, como idosos, gestantes e pessoas com
deficiência, além de respeitar a classificação de risco dos pacientes.
Mais um avanço em 2023
A proposta continuou caminhando
depois do encerramento do mandato de Paulo Bengtson.
Em 9 de agosto de 2023, a
Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou parecer favorável ao
PL 520/2021, ao PL 1.519/2021, de Bengtson, e ao substitutivo anteriormente
aprovado.
A própria Câmara registrou que o
substitutivo aproveitou partes dos dois projetos originais.
Superada essa etapa, a matéria
ficou em condições de seguir para apreciação do Plenário da Câmara dos
Deputados.
E onde está o projeto em 2026?
Quatro anos após a aprovação na
Comissão de Seguridade, a proposta ainda não concluiu sua tramitação.
Em consulta realizada pelo Blog
Olhar do Alto, em agosto de 2026, o sistema oficial da Câmara dos Deputados
registra o PL 520/2021 como “Pronta para Pauta no Plenário (PLEN)”.
Na prática, isso significa que a
proposta já passou pelas comissões previstas nessa fase da Câmara, mas ainda
aguarda sua apreciação pelo Plenário. Portanto, a prioridade para pessoas com
diabetes em exames que exigem jejum ainda não se tornou lei federal por meio
dessa proposição.
A pauta que Paulo Bengtson ajudou
a impulsionar durante seu mandato permanece, assim, inconclusa.
“Uma causa que não pode parar”
Em 2026, o tema volta ao centro
das prioridades defendidas por Paulo Bengtson.
Candidato novamente a deputado
federal, ele sustenta que, em eventual retorno à Câmara dos Deputados, pretende
trabalhar pela retomada da pauta e pela construção das articulações necessárias
para que a proposta avance.
“A proposta avançou, mas ainda não virou lei. Se Deus e o povo do Pará me derem novamente a oportunidade de representar nosso estado na Câmara, assumo o compromisso de retomar essa luta, buscar o diálogo necessário e trabalhar para que esse direito finalmente saia do papel e chegue a quem precisa.”, afirma Paulo.

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