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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Com ações na saúde e apoio de Ronisteu, Paulo Bengtson fortalece presença política em Marabá



Ex-deputado federal concorre novamente a uma vaga pelo Pará, agora pelo MDB, com o número 1556; atuação durante a crise da Covid-19 incluiu articulação para destinar respiradores a Marabá e outros municípios paraenses

MARABÁ (PA) – Cinco anos depois de o Olhar do Alto registrar a atuação do então deputado federal Paulo Bengtson na busca por equipamentos para reforçar o sistema público de saúde do Pará durante um dos períodos mais críticos da pandemia de Covid-19, o nome do ex-parlamentar volta ao cenário eleitoral paraense.

Paulo Bengtson é candidato a deputado federal pelo MDB nas eleições de 2026, com o número 1556. O retorno à disputa pela Câmara dos Deputados também traz de volta ao debate o histórico de seu mandato e algumas das articulações realizadas em Brasília em benefício de municípios paraenses.

Uma delas teve Marabá como beneficiária.

Quando Marabá precisava de respiradores

Em 26 de abril de 2021, o Olhar do Alto publicou reportagem sobre a atuação de Bengtson junto ao Ministério da Saúde para a liberação de ventiladores pulmonares destinados ao enfrentamento dos casos graves de Covid-19.

Naquela ocasião, o blog também relembrou uma ação realizada no ano anterior: em 2020, Paulo Bengtson havia destinado cinco respiradores para Marabá, atendendo a uma demanda apresentada pelo vereador pastor Ronisteu, então presidente municipal do PTB.

O episódio ocorreu justamente no período em que respiradores e leitos de Unidade de Terapia Intensiva se tornaram recursos decisivos no enfrentamento da pandemia.

A atuação registrada pelo Olhar do Alto não se restringiu a Marabá.

Em abril de 2021, diante de um novo agravamento da pandemia, Bengtson solicitou ao Ministério da Saúde ventiladores pulmonares para ampliar a capacidade de atendimento da rede pública paraense.

Segundo as informações divulgadas na época, 18 equipamentos foram disponibilizados para quatro municípios do Pará: Bragança recebeu nove; Redenção, cinco; Cametá, dois; e Tucuruí, outros dois.

Parte dos equipamentos foi destinada a hospitais, unidades de pronto atendimento e estruturas públicas que enfrentavam a pressão provocada pelo crescimento das internações.

Na reportagem publicada pelo Olhar do Alto, Bengtson justificava a mobilização pela elevada ocupação das unidades de saúde e pela necessidade de ampliar rapidamente a disponibilidade de vagas de UTI.

Uma atuação que alcançou diferentes regiões do Pará

A distribuição dos equipamentos ajuda a dimensionar geograficamente aquela articulação. Os respiradores chegaram a municípios de diferentes regiões paraenses.

Em Bragança, seis dos nove equipamentos já haviam sido entregues quando a reportagem foi publicada. Três seriam instalados no Hospital Santo Antônio Maria Zaccaria e três na UPA do município. Os demais seriam encaminhados à Secretaria Municipal de Saúde.

Redenção recebeu cinco equipamentos destinados ao Hospital Regional Público do Araguaia. Tucuruí foi contemplada com dois respiradores para a UPA 24 horas, enquanto Cametá recebeu outros dois equipamentos para a UPA Dr. Haroldo Martins.

Em Marabá, os cinco respiradores mencionados pelo Olhar do Alto haviam sido destinados ainda em 2020.

O resgate desses acontecimentos permite observar, com a distância do tempo, uma das frentes de atuação do então deputado federal durante uma emergência sanitária que exigiu interlocução constante entre municípios, Estado, bancada federal e governo federal.

De 2018 a uma nova disputa em 2026

Paulo Eduardo Maestri Bengtson foi eleito deputado federal pelo Pará nas eleições de 2018, então pelo PTB, e integrou a legislatura iniciada em fevereiro de 2019.

Em 2022, buscou permanecer na Câmara dos Deputados, recebeu 99.804 votos, mas não conseguiu uma das vagas do Pará.

Quatro anos depois, o cenário é outro.

Bengtson está agora filiado ao MDB e retorna às urnas como candidato a deputado federal pelo Pará. Seu número na eleição de 2026 é 1556.

Dados eleitorais disponíveis neste período de campanha apontam que o pedido de registro da candidatura ainda se encontra em análise pela Justiça Eleitoral.

Para Marabá, a nova candidatura também oferece oportunidade para revisitar o histórico da passagem do ex-deputado por Brasília. Entre os registros desse período está justamente a articulação que, em meio à maior crise sanitária das últimas décadas, resultou na destinação de cinco respiradores ao município.

Cinco anos depois da reportagem publicada pelo Olhar do Alto, aquele episódio passa a integrar o retrospecto político de um personagem que novamente busca representar o Pará na Câmara dos Deputados.

Paulo Bengtson é candidato a deputado federal pelo MDB, número 1556.

O mandato cultural e nossa responsabilidade no Brasil


No capítulo 4 de Governai, Evando Martins Filho apresenta o mandato cultural como uma responsabilidade ligada ao propósito de Deus para a humanidade: cultivar, administrar e ordenar a criação. 

Governar a terra, nessa perspectiva, não significa impor um regime teocrático. Significa reconhecer que o cristão, orientado por princípios bíblicos, deve influenciar a cultura e a vida pública, servindo à sociedade e refletindo valores como verdade, justiça, liberdade e responsabilidade.

Essa vocação alcança também o governo dos homens. Como o autor afirma na página 61, a terra foi confiada ao ser humano, que deve gerir seus recursos de maneira sábia, justa e generosa, visando ao benefício de toda a raça humana. 

A cidadania celestial não produz alienação terrena; amplia nossa responsabilidade. Somos cidadãos do Reino e responsáveis pela cidade, pelas instituições e pelo bem comum.

O capítulo também ressalta, com Jeremias Couto, que a comissão política e cultural foi dada ao gênero humano, incluindo crentes e incrédulos. Platão é lembrado para mostrar que a vida pública nos alcança: afastar-se da política não significa deixar de ser governado. E Wayne Grudem é citado ao recordar transformações históricas associadas à influência cristã, como o enfrentamento do infanticídio, dos sacrifícios humanos, das lutas de gladiadores, da escravidão e de práticas incompatíveis com a dignidade humana.

Na discussão sobre a “Era dos Direitos”, o livro reconhece conquistas jurídicas, mas alerta que direitos, poder e liberdade permanecem em disputa cultural. Por isso, a fé cristã não pode ser confinada ao espaço privado.

Às vésperas das eleições de 2026, essa reflexão ganha relevância no Brasil. Participar da vida pública, avaliar propostas, votar com consciência e defender convicções democraticamente fazem parte dessa responsabilidade. 

Não se trata de dominar pessoas em nome da fé, mas de servir, influenciar e governar com princípios, preservando a liberdade e buscando justiça e bem comum. O mandato permanece: não abandonar a sociedade, mas atuar nela com responsabilidade.

sábado, 22 de agosto de 2026

Política antes que seja tarde: quando a omissão também se torna uma escolha




































No primeiro capítulo de Política Antes que Seja Tarde, intitulado “Militância Política – Antes que tudo seja destruído”, Robson Rodovalho apresenta uma convocação à participação cristã na vida pública. Sua reflexão parte de uma pergunta bíblica decisiva: “Destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?”, do Salmo 11:3. Para o autor, quando verdade, justiça e integridade deixam de sustentar a sociedade, não apenas as instituições adoecem: o próprio cidadão perde referências para discernir o caminho.

A partir dessa premissa, oito reflexões atravessam o capítulo:

1. Verdade e justiça são fundamentos. Rodovalho associa esses valores à própria identidade de Cristo e argumenta que nenhuma sociedade permanece firme quando seus alicerces morais são relativizados.

2. A omissão também produz consequências. Recorrendo à conhecida frase atribuída a Edmund Burke, segundo a qual o triunfo do mal depende da inércia dos bons, o autor confronta a passividade daqueles que possuem valores, mas se afastam da vida pública.

3. Nem toda motivação política serve ao bem comum. Proteção financeira, corporativismo, narcisismo e partidarismo são apresentados como desvios capazes de transformar a política em instrumento de interesses particulares, grupos ou projetos pessoais.

4. O país necessita de projeto, não apenas de poder. A crítica alcança partidos e lideranças que, na visão do autor, se preocupam mais com eleições, discursos e permanência no poder do que com um projeto coerente de nação.

5. A crise contemporânea ultrapassa a política. Problemas ambientais, sociais, econômicos e demográficos são relacionados pelo autor ao cenário profético das Escrituras. Contudo, a profecia não deveria servir como justificativa para a passividade.

6. A disputa é também cultural e espiritual. Ao tratar da chamada “Nova Ordem Mundial”, Rodovalho interpreta transformações culturais como parte de um movimento de enfraquecimento da tradição judaico-cristã e defende a presença ativa dos cristãos nas instituições.

7. O Apocalipse não pode se transformar em desculpa para a omissão. Eis uma das provocações centrais do capítulo: o avanço do mal deve ser encarado simplesmente como inevitável cumprimento profético ou também como consequência do silêncio daqueles que deveriam exercer uma voz profética?

8. A responsabilidade pelo futuro começa no presente. Rodovalho conclui deslocando a discussão da contemplação para a ação. Para ele, a Igreja precisa ocupar responsavelmente os espaços da sociedade, influenciar sua geração e participar da construção do mundo que deseja deixar às próximas gerações.

O capítulo deixa, portanto, uma pergunta incômoda e necessária: quando os fundamentos estão sendo abalados, estaremos apenas assistindo ao que acontece ou assumiremos responsabilidade pelo tempo histórico que nos foi confiado? 

Para Rodovalho, fé, cidadania e responsabilidade pública não deveriam caminhar separadas. A política, nesse sentido, deixa de ser apenas disputa eleitoral e passa a ser também território de consciência, valores e serviço ao bem comum.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Propaganda eleitoral dentro da lei também é exercício de cidadania


 











Com a campanha eleitoral nas ruas, o Blog Olhar do Alto reuniu, de forma simples e objetiva, informações para ajudar o cidadão a identificar situações de propaganda eleitoral irregular e saber como agir. 

A orientação vale para Marabá, todo o Pará e qualquer município brasileiro. As regras eleitorais existem para todos e devem ser respeitadas por candidatos, partidos, equipes de campanha e apoiadores, independentemente do cargo em disputa.

Entre as situações que merecem atenção estão propaganda irregular em bens públicos e equipamentos urbanos, uso de outdoors ou estruturas com efeito semelhante, abusos relacionados à propaganda sonora, derrame de santinhos nas condições proibidas pela legislação e irregularidades na propaganda pela internet.

Em períodos eleitorais, o respeito às regras não é apenas uma obrigação de candidatos e partidos. É também uma das bases para que a disputa aconteça em condições democráticas. Como observa o cientista político e professor do Insper Fernando Schüler, “a democracia demanda um olhar dirigido a todos os lados do jogo. De nada vale o olhar seletivo”. A reflexão reforça um princípio essencial da fiscalização eleitoral: a regra precisa ser observada independentemente de quem esteja disputando a eleição.

Ao presenciar uma possível infração, o cidadão pode registrar fotos, vídeos e outras informações e encaminhar a ocorrência à Justiça Eleitoral pelos canais oficiais, entre eles o Pardal Móvel.

Fiscalizar não significa perseguir candidato A ou B. Significa exigir que todos disputem o voto respeitando as mesmas regras.

A participação cidadã também passa pela informação. Em debate promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral sobre voto consciente, o comentarista político Caio Coppolla defendeu que “o eleitor consciente é o eleitor bem informado”, destacando a importância de conhecer o que acontece na própria comunidade e no país.

A democracia também se fortalece quando o eleitor conhece seus direitos, acompanha a campanha, busca informação e cobra respeito à legislação e ao espaço público.

Fiscalizar uma possível irregularidade, portanto, não significa tomar partido. Significa contribuir para que a disputa aconteça dentro das regras estabelecidas para todos.

Campanha se faz com propostas, diálogo e respeito. A lei vale para todos.














PROPAGANDA ELEITORAL TEM LIMITE: CIDADÃO PODE DENUNCIAR USO IRREGULAR DE IMÓVEIS























Com o início oficial da propaganda eleitoral em 16 de agosto, candidatos, partidos e apoiadores ganharam as ruas em busca do voto. Mas campanha eleitoral não significa autorização para transformar a propriedade do cidadão em espaço de divulgação política.

Colar cartazes, adesivos ou outros materiais eleitorais em muros e fachadas de residências não é uma prática livre. As regras para as Eleições 2026 restringem a propaganda em bens particulares e estabelecem as formas permitidas. Em residências, uma das hipóteses admitidas é o adesivo plástico em janela, limitado a 0,5 m², e a manifestação deve ser espontânea e gratuita.

Na prática, o proprietário não é obrigado a aceitar que sua casa seja utilizada para promover qualquer candidatura. Se material eleitoral for colocado sem consentimento, o cidadão deve registrar a situação antes de retirá-lo.

FOTOGRAFE E DENUNCIE

A orientação é fotografar o material de maneira que seja possível identificar o candidato, número e partido, além do local onde a propaganda foi colocada. Se houver câmeras de segurança que tenham registrado a ação, as imagens também podem servir como elemento de prova.

A denúncia de propaganda eleitoral irregular pode ser encaminhada à Justiça Eleitoral, inclusive por meio do Pardal, ferramenta criada para receber denúncias relacionadas à campanha.

E A MULTA?

É importante fazer uma distinção. A propaganda irregular em bem particular não gera automaticamente a multa de R$ 2 mil a R$ 8 mil. A regulamentação eleitoral prevê tratamento específico para essas situações.

A multa de R$ 2 mil a R$ 8 mil está relacionada, entre outras hipóteses previstas na legislação, à propaganda irregular em bens públicos ou de uso comum. Já a utilização de outdoor ou propaganda com efeito de outdoor pode resultar em multa de R$ 5 mil a R$ 15 mil.

O período eleitoral autoriza a disputa pelo voto, não o desrespeito à propriedade do eleitor. Ao encontrar propaganda irregular em sua residência, documente o fato e denuncie à Justiça Eleitoral.