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segunda-feira, 27 de abril de 2026

Lançamento do livro “Rebeca, a formiguinha leitora”, de Adão Almeida
















Na noite desta terça-feira, 28 de abril, às 19h, o Teatro Municipal Eduardo Abdelnor, localizado na Folha 16, será palco de um evento especial: o lançamento do novo livro do escritor marabaense Adão Almeida, intitulado "Rebeca, a formiguinha leitora". A obra é voltada para crianças e adolescentes e promete encantar com sua linguagem acessível e temática educativa.


Programação

Durante a solenidade, o público poderá acompanhar momentos de contação de histórias com Nazaré Russi, além da performance artística da arte-educadora Lara Borges, que apresentará a tradicional lenda da Boiúna de Marabá. O evento conta com o apoio da Fundação Casa da Cultura de Marabá e também será um tributo à trajetória literária de Adão Almeida.


A trajetória do escritor

Há mais de uma década, Adão Almeida dedica-se à literatura infantil e juvenil, com obras que exploram lendas amazônicas e marabaenses, como a Matinta amazônica, o Curupira amazônico e o Saci amazônico. Suas produções já fazem parte da realidade de muitas escolas da região, sempre com foco na preservação da natureza e na valorização da cultura local.


Entrevista com Adão Almeida

No dia 20 de abril, o escritor participou de uma programação especial na Escola Municipal Tereza de Castro, em comemoração ao Dia do Livro Infantil. Em conversa com os alunos, destacou a importância do contato direto entre autor e leitores:

“Eu faço isso com muito carinho, porque celebrar o Dia do Livro é muito importante. Quando o autor se faz presente no local, a criança acredita que isso não é só ficção, que o autor existe.”

Adão ressaltou ainda que sua escrita busca sempre ser simples e acessível, sem perder a profundidade dos temas:

“Escrevendo de modo simples, tanto pode compreender uma criança do primeiro ou segundo ano como um doutor. O certo é que eu estou escrevendo para essa faixa etária infantil, então você tem que usar uma linguagem simples para eles poderem compreender.”


Literatura e meio ambiente

O escritor também destacou a relevância de abordar o meio ambiente de forma educativa e sensível:

“Quando falamos do meio ambiente, acredito que a gente precisa escrever algo que tenha relevância, algo educativo, que vá conversar com essas crianças de um modo que você está ensinando sem agressão.”








quinta-feira, 23 de abril de 2026

DESESPERO DOS OLHOS VERDEJANTES

A J. G. Rosa, Riobaldo e Diadorim



Por tantas verdades e veredas
Sinto:
O amor de uma falta!
Aspirações do inexistido...
No vazio das pulsações:
Minha morfogênese de infante
Em tua morfogênese ancestral.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

BARROCO NA MIRA

Explorar as linguagens é mergulhar na alma da nossa cultura! 

Neste mês de abril, nossas aulas de Literatura Colonial ganharam as cores e os contrastes do Barroco. Depois de passarmos pelo Quinhentismo em março, mergulhamos fundo no dualismo barroco: o Cultismo de Gregório de Matos, o nosso "Boca do Inferno", e o brilhante Conceptismo dos sermões do Padre Antônio Vieira.

Mais do que teoria, buscamos o aprimoramento da gramática e da interpretação textual, ferramentas essenciais para quem encara o ENEM e os vestibulares da nossa região, como a Unifesspa, UEPA e as vizinhas UEMA e UFT. Preparar essa galera de Marabá e de todo o Norte para conquistar a vaga dos sonhos é o que me move!

Arraste para o lado e veja um pouquinho do nosso mapeamento artístico no quadro. Logo logo, o Arcadismo entra em cena!



Lei estadual inclui “Vem Louvar Pará” no calendário oficial e Marabá recebe etapa dia 18 abril
























O Festival “Vem Louvar Pará” agora faz parte do calendário oficial de eventos do Estado, graças à Lei nº 11.322/2026, de autoria do deputado estadual pastor Martinho Carmona

O tema foi destacado pelo parlamentar durante pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), na sessão de ontem, dia 14 de abril de 2026.

A medida reforça o reconhecimento do festival e contribui para a continuidade das edições em diferentes regiões do Pará, levando programação voltada ao público gospel e às famílias para diversos municípios.

Destaque para Marabá 

Entre as próximas etapas confirmadas, Marabá receberá o evento no dia 18 de abril, próximo sábado, consolidando a cidade como um dos pontos da agenda oficial do festival no estado.

Outras cidades também receberão o evento
O “Vem Louvar Pará” já teve edições em Belém e Breves e segue sua programação com novas datas:
- Marabá: 18 de abril  
- Santarém: 2 de maio  

Ao encerrar sua fala na Alepa, o deputado ressaltou que dá toda honra e glória ao Senhor Jesus pela inspiração do projeto que resultou na lei.

sábado, 4 de abril de 2026

O desejo que nasce de uma falta literária

            

        Como lidar com as sensações que temos diante de desejos que não podemos realizar? Não falo de desejos proibidos de serem realizados, nem desejos ilícitos ou de práticas socialmente sabidas criminosas. Falo de coisas boas, que já foram vividas e que, de repente, começam a reanimar nossos sentimentos.

    Contudo, o tempo passou e o que foi vivido já foi vivido. E, muitas vezes, aconteceram coisas boas em nossas vidas que, por mais que elas tivessem o poder de nos beneficiar, no fundo a gente não via a hora de concluir o ciclo e prosseguir para a próxima fase da vida.

            É muito disso que senti. Senti o desejo por algo que já tive, mas que hoje é uma falta.

Há poucos dias fui tomado pelo desejo de invadir uma sala de aula em que pudesse estar acontecendo algum debate sobre a boa literatura. E era exatamente isso. Havia um buraco no peito, um desejo por mergulhar no universo da teoria literária com pessoas famintas por discutir seus pontos de vista e experiências estéticas sobre algum romance ou conto brasileiro.

Vejam bem. Não poderia ser uma sala de aula qualquer. Talvez até pudesse ser uma sala de aula qualquer no sentido de algo material ou geográfico. Ainda que fosse uma sala sem ar-condicionado, êta sofrimento! Ou ainda fosse distante da minha casa. Tinha que ser um espaço educacional em que houvesse, necessariamente, repito, necessariamente, as vozes fazendo inferências das estrofes de algum poema, atravessando a natureza de suas percepções com as demais áreas do conhecimento humano, impulsionando a produtividade do debate literário às alturas mais apoteóticas.

Era isso.

Como poderia ser isso? Bem, cursei Letras. Amei cursar. Obviamente, faz todo sentido. A beleza da arte literária é algo que se carrega para a vida inteirinha. Todas as boas e as infelizes vezes em que fomos desafiados a ter que labutar com textos artísticos, por mais que as circunstâncias fossem atrapalhadoras, era uma oportunidade de viver algo que só a poesia permite viver quando avançamos em seu universo.

Talvez fosse a aura que eu estivesse, novamente, querendo apreciar. Eu a aprecio sozinho com minhas leituras, com minha biblioteca pessoal. Mas, dessa vez, era diferente. Tinha um detalhe. Aquele círculo. Aquela roda de leitura. Aquele encontro entusiasmado para uns e maçantes para outros.

Era essa invasão que agora eu precisava lidar. Lidei. Não invadi. Mas, desejei. Por falta.