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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Infância em tempos de crueldade virtual


A infância não virtual seria a solução?

Os últimos acontecimentos têm levado a sociedade a refletir acerca da direção que jovens e adolescentes estão tomando. Cenas de violência, produzidas e disseminadas gratuitamente pela internet, são acompanhadas por milhares e milhares de olhos famintos por consumir conteúdos cruéis. Isso nos faz recordar as reflexões de Hannah Arendt acerca da “banalidade do mal”: quando o mal deixa de causar espanto, corre-se o risco de que ele seja incorporado à normalidade.

Mas o que tem acontecido? É a família que tem falhado? É a escola que não tem exercido seu papel? É a própria vizinhança? Ou seria uma sociedade que se desconectou de tal maneira da vida dos jovens e adolescentes a ponto de não lhes oferecer referenciais nobres?

Sabemos que Aristóteles, ao tratar da mímesis na Poética, observa que a imitação é natural ao ser humano desde a infância e que, por meio dela, realizamos nossas primeiras aprendizagens. Essa compreensão ultrapassa, inclusive, os limites da tradição filosófica grega. Há também referências bíblicas à importância do exemplo. O apóstolo Paulo, em diferentes momentos de suas cartas, apresenta Cristo como referência e chega a apontar a própria conduta como exemplo a ser seguido.

Esses elementos nos levam a uma pergunta incômoda: o que tem acontecido com uma juventude que, em determinados espaços virtuais, torna-se fascinada por conteúdos grotescos e violentos?

É evidente que o grotesco não constitui uma novidade na história da arte. No teatro, por exemplo, recursos grotescos podem ser empregados justamente para provocar, incomodar e confrontar o público. Nesse contexto, o choque possui uma função estética e crítica: a arte perturba o espectador para levá-lo a enxergar determinada realidade.

O fenômeno observado em certos ambientes da internet, contudo, parece bastante diferente. Quem produz e dissemina conteúdos violentos nesses espaços nem sempre pretende utilizar a crueldade como instrumento artístico de denúncia ou como forma de confrontar moralmente o público. Muitas vezes, a própria violência transforma-se no produto, e o choque, em mercadoria de consumo.

Isso precisa nos incomodar.

Diante desse cenário, uma das primeiras respostas do poder público costuma ser a censura ou a retirada de plataformas e comunidades virtuais do ar. Evidentemente, crimes devem ser investigados, e aqueles que os praticam precisam responder na forma da lei. Entretanto, imaginar que o problema se resolve simplesmente derrubando uma plataforma, como o Discord, seria confundir o sintoma com a doença.

Seria quase como acreditar que a eliminação daquele que praticou um crime elimina também as causas que produziram o crime. Não elimina. Da mesma maneira, silenciar um espaço virtual pode interromper determinadas práticas, mas não necessariamente responde à pergunta mais importante: por que crianças e adolescentes chegaram ao ponto de desejar produzir, compartilhar ou consumir determinados conteúdos?

O problema é muito mais profundo do que uma simples censura virtual.

Todo esse cenário deveria nos fazer refletir sobre aquilo que poderíamos chamar de infância não virtual. Será que aquela alegria própria dos primeiros anos da vida, marcada pela brincadeira, pela convivência, pela descoberta e por certa despreocupação diante do mundo adulto, continua encontrando espaço na vida das crianças?

Há uma imagem profundamente triste na ideia de uma infância que deveria florescer, mas começa a murchar antes do tempo. A face das crianças se assemelha ao poema Flores Murchas:

Pálidas crianças

Mal desabrochadas

Na manhã da vida!

Tristes asiladas

Que pendeis cansadas

Como flores murchas!

Isso nos faz questionar o que Manuel Bandeira teria visto na feição dos pequenos a ponto de fazê-lo criar um poema, publicado em 1936? Acredito que o poeta modernista via o mesmo que vemos hoje. Crianças que deveriam brincar, sorrir, descobrir o mundo e experimentar uma felicidade mais espontânea passam cada vez mais cedo a conviver com preocupações, angústias e conteúdos que pertencem a um universo para o qual ainda não estão preparadas.

Por isso, precisamos perguntar: o que tem acontecido com aqueles que buscam saciar suas almas no ambiente virtual?

Talvez seja necessário voltar nossos olhos para a infância de maneira mais responsável. E isso implica atitudes que, diante da velocidade e do fascínio das telas, podem parecer simples, chatas ou até enfadonhas. É o papel cotidiano do pai e da mãe que reservam um momento para brincar com os filhos e decidem não abrir mão desse tempo. É a escola que compreende que seu espaço educativo também pode ser utilizado para falar de valores, convivência, respeito, responsabilidade e tradição.

A própria ideia de tradição, muitas vezes, é recebida com desconfiança. Em certos ambientes acadêmicos, chega-se ao extremo de tratar praticamente todo valor herdado como manifestação de opressão. Quando essa lógica é levada de maneira radical para a sala de aula, até princípios elementares, como respeitar pai e mãe, podem ser submetidos a interpretações nas quais toda relação é reduzida à oposição entre opressor e oprimido. Deturpam tudo com ideologia barata a ponto de associar o princípio de honrar pai e mãe como se isso fosse o útero de capitalismo malvadão.

Falta, nesses casos, algo igualmente importante para a educação: bom senso e senso de proporção.

Existem práticas simples que funcionaram no cuidado das crianças no passado e que continuam fazendo sentido hoje. O ser humano troca de roupa, mas não muda de pele. As tecnologias mudam, os costumes se transformam, as cidades crescem e as telas se multiplicam, mas determinadas necessidades humanas permanecem.

A criança continua precisando de presença. Continua precisando de exemplo. Continua precisando de limites. Continua precisando brincar, conversar, conviver, errar e aprender em um mundo que não seja inteiramente mediado por uma tela.

Talvez, portanto, antes de perguntarmos apenas como controlar aquilo que crianças e adolescentes fazem no mundo virtual, devamos recuperar aquilo que estamos deixando de lhes oferecer no mundo real.

E que deixamos de oferecer? Voltemos ao poema de Manuel Bandeira: “Pálidas meninas / Sem amor de mãe, / Pálidas meninas / Uniformizadas, / Quem vos arrancara / Dessas vestes tristes / Onde a caridade / Vos amortalhou! / Pálidas meninas / Sem olhar de pai, / Ai quem vos dissera, / Ai quem vos gritara: / — Anjos, debandai! / Mas ninguém vos diz / Nem ninguém vos dá / Mais que o olhar de pena (...).”. No fundo, a presença amorosa de pai e mãe continua sendo a melhor nutrição para a alma dos menores.

No tempo de Bandeira, claro, ele se referia a crianças em certos orfanatos, abandonadas, que recebiam olhar de pena. Hoje, abandonamo-las no vazio do desafeto virtual. Picos de hormônios intermediados por máquinas não substituem o natural afeto humano.

Voltemos às crianças da maneira mais simples e, ao mesmo tempo, mais exigente possível: amando-as, educando-as e cuidando delas.


terça-feira, 4 de agosto de 2026

O que faz um deputado federal? Pastor Paulo Bengtson responde em novo vídeo






















O pré-candidato a deputado federal Pastor Paulo Bengtson publicou mais um episódio da série "Paulo Responde", em que esclarece, de forma objetiva, quais são as principais atribuições de um deputado federal e como esse trabalho pode refletir diretamente na vida da população e no desenvolvimento dos municípios.

No vídeo, Bengtson explica que o deputado federal atua na Câmara dos Deputados, em Brasília, com a responsabilidade de criar, discutir e votar projetos de lei, além de representar os interesses da população que o elegeu. Segundo ele, também faz parte da função parlamentar fiscalizar o Governo Federal, acompanhando a aplicação dos recursos públicos e cobrando transparência na administração.
Outro ponto destacado é a atuação na destinação de emendas parlamentares, instrumento utilizado para direcionar recursos da União a estados e municípios. Esses investimentos podem contemplar áreas essenciais como saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e assistência social, contribuindo para a realização de obras, aquisição de equipamentos e fortalecimento de serviços públicos.
Pastor Paulo Bengtson também relembra sua experiência como deputado federal e afirma que busca compartilhar informações sobre o funcionamento do Poder Legislativo para aproximar a população das atividades desempenhadas pelos representantes eleitos.

O que faz um deputado federal?

Cria, debate e vota leis que impactam diretamente a vida da população;
Representa os interesses da sociedade no Congresso Nacional;
Fiscaliza o Governo Federal e o uso dos recursos públicos;
Aprova o Orçamento da União;
Destina emendas parlamentares para investimentos nos municípios;
Atua em pautas relacionadas à saúde, educação, segurança, infraestrutura e outras áreas de interesse público.

A publicação integra a série "Paulo Responde", iniciativa criada para esclarecer dúvidas frequentes da população sobre política e o funcionamento das instituições públicas.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

A EXTREMA-ESQUERDA BRASILEIRA: VISÍVEL E “INVISÍVEL”


A extrema-esquerda brasileira está impossível! Ela não pode mais ser ocultada, escondida convenientemente.

Ela é uma bomba de sadismo! Esse episódio em que o “jovem” pré-candidato e comunista Jon Manoel afirma defender, SEM RESTRIÇÕES, “todas as formas de resistência do povo palestino”, ou seja, incluindo o estupro individual e grupal de mulheres, meninas e crianças, despenca como uma bomba terrorista, explodindo nas telas de celulares, TVs e redes sociais por todo o Brasil.

E agora? O que vamos fazer? Vamos continuar aceitando que, na opinião pública dos brasileiros, siga existindo, arquitetadamente, somente a extrema-direita? Isso não dá mais. O teatrinho tem que terminar.

Portanto, neste texto, infelizmente, sou obrigado a decretar e documentar o RG dos extremistas. Faço um desabafo, mas ele vem com fundamentação. Até quando as universidades, a imprensa, as artes e os poderes constituídos vão fingir que o totalitarismo esquerdista não fomenta a tensão e o caos? Vão fingir mesmo que a mentalidade da extrema-esquerda não segue promovendo a realidade de terrorismo vivida pelos brasileiros?

A extrema-imprensa internacional rotulou Charlie Kirk de extremista e conservador, praticamente chancelando o assassinato covarde que o vitimou. Isto é, o modo de operar da extrema-esquerda é o mesmo no mundo inteiro. De maneira sub-reptícia, a imprensa esquerdopata e seus ideólogos, especialistas de opinião comprada, desumanizam os adversários políticos da agenda woke, a fim de que os fanáticos não se sintam culpados e abjetos ao tentarem matar ou matarem, de fato, os conservadores. Afinal, eles não nos matam porque somos extrema-direita. Eles nos rotulam de extrema-direita para justificar nos matar.

Em outras palavras, isso é aquela velha artimanha leninista: “Acuse-os do que você faz, chame-os do que você é”. É o estratagema que nunca caduca.

Na verdade, a manipulação linguística e o monopólio conceitual do que seja ou não um extremista operam diariamente nas mídias, nas academias e nos meios de produção cultural. Porém, pouco tem sido feito para denunciar esse mecanismo de manipulação psicológica empreendido pelos produtores das opiniões em forma de enlatados, que são derramadas e distribuídas com vilania na sociedade.


sábado, 18 de julho de 2026

Labirinto dos sentimentos

"O céu estrelado 
Vale a dor do mundo".

Adélia Prado



Onde a dor da minha alma vai,
Certa ou possivelmente vai, 
Me levar?
A que ou a quem vou recorrer 
Na tentativa de aliviar?
Qual é o prazer que eu busco 
Na intenção de aplacar?
Qual é o produto que me faz crer,
Logo, logo ao usar,
Que essa, esta e aquela impacientações,
Inquietações, angústias 
- sim, angústias de muitos nomes - 
Vão passar?

Seria a geografia do andarilho 
A prova de sua alma desligada,
Sem religião?
Por quais lugares, caminhos, aventuro 
Na crença de que, lá,
Ela não vá chegar?
Sim, como se houvesse um lá,
Ou um novo lar...
Inchegável a ela.

Quero saber a pergunta que eu não faço.
Quero ver a resposta que eu não tenho.

É uma dor de origem desconhecida
Capaz de anestesiar meu bom senso?
É uma ferida aberta, 
Como o vazio,
Que me ofusca os sentidos e o raciocinamento?
Ou é, crua e simplesmente, a dor que sinto,
Em forma de tristeza, 
Pelos pecados em que me quedo?
Uma é causa, outra é consequência?
Uma é uma e outra é outra?

Afinal, que solução darei 
Ao labirinto dos meus sentimentos?

Quem enxerga do Alto 
Vê o labirinto sob outra perspectiva. 
Os perdidos, aos próprios olhos,
Seguem, indignos, a própria sina,
Todavia são alvos
De uma sangrenta simpatia...

Há uma voz que comunica 
Às misérias que tenho na vida 
Que existe algo suficiente,
Maior que a morte,
E que a dor alivia!
Que enxuga as lágrimas,
Que firma os pés do andarilho,
Tornando-o peregrino.
E que faz da sua aventura 
A jornada das jornadas
Que é a eterna via.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

A direita precisa vencer a si mesma antes de vencer as eleições de 2026















As eleições de 2026 já começaram muito antes do calendário oficial. Enquanto muitos brasileiros ainda observam apenas a disputa pela Presidência da República, quem acompanha de perto a política sabe que a verdadeira batalha será também pelo Congresso Nacional, pelo Senado Federal e pelas Assembleias Legislativas dos estados. É ali que se decide a sustentação de qualquer governo e a possibilidade de aprovação das pautas que representam os valores de Deus, pátria, família e liberdade.

Por isso, causa preocupação assistir a tantos desentendimentos dentro do próprio campo conservador.

Tenho acompanhado, como jornalista e observador da política brasileira, uma sucessão de episódios que desgastam a imagem da direita perante a opinião pública. São discussões entre influenciadores, críticas públicas entre aliados, disputas de protagonismo e declarações que acabam oferecendo munição para a esquerda explorar.

Um exemplo recente foi a repercussão das declarações do jornalista Paulo Figueiredo sobre o comportamento eleitoral das mulheres. Independentemente da intenção da fala, abriu-se uma polêmica que obrigou lideranças conservadoras, como a senadora Damares Alves, a responder críticas em vez de concentrar esforços na construção do projeto político para 2026. O próprio senador Flávio Bolsonaro manifestou publicamente sua discordância em relação às declarações, demonstrando que determinados posicionamentos acabam criando divisões desnecessárias dentro da direita.

Esse, porém, não é um caso isolado.

Nos últimos meses assistimos às especulações em torno de divergências envolvendo Nikolas Ferreira e o apoio a Flávio, às discussões provocadas em torno vínculo entre o governador Zema e Flávio, além das notícias sobre desconfortos envolvendo a ex-primeira-dama Michele e a falta do devido reconhecimento do trabalho desenvolvido à frente do PL Mulher.

Ainda que muitas dessas situações sejam ampliadas pelas redes sociais ou pela própria Extrema-imprensa (braço covarde da Esquerd0patia Lulo-petista), elas produzem um efeito político real: transmitem ao eleitor a sensação de fragmentação.

E isso deveria preocupar todos aqueles que desejam uma maioria conservadora em 2026.

As palavras de Cristo permanecem atuais: "Todo reino dividido contra si mesmo será devastado, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá". Esse ensinamento não serve apenas para a vida espiritual; ele também oferece uma reflexão sobre qualquer projeto coletivo. Quando interesses pessoais, disputas de ego ou falhas de comunicação passam a ocupar mais espaço do que os objetivos comuns, toda construção política corre riscos.

Também vale recordar uma das principais lições deixadas pelo professor Olavo de Carvalho. Mesmo dirigindo críticas pontuais a integrantes do movimento conservador, Olavo sustentava que o Brasil necessitaria de um longo processo de fortalecimento da direita para romper décadas de hegemonia cultural da esquerda. Ou seja, a Direita-Bolsonarismo segue sendo o caminho necessário para vencer o inescrupuloso Lulo-petismo.

Para Olavo, esse trabalho exigia formação intelectual, coragem moral e perseverança, e não a destruição mútua entre aqueles que compartilham objetivos semelhantes.

Outra frase marcante de Olavo continua atual: "A moderação na defesa da verdade é um serviço prestado à mentira." Naturalmente, essa afirmação não deve ser confundida com licença para ataques pessoais ou irresponsabilidade na comunicação. Pelo contrário. Defender a verdade exige responsabilidade, honestidade intelectual e compromisso com os fatos.

É justamente isso que muitas vezes parece faltar no debate político brasileiro.

Enquanto setores da direita desperdiçam energia em conflitos internos, a esquerda continua organizada na defesa de seu projeto de poder. Na minha avaliação, os governos liderados pelo Partido dos Trabalhadores acumulam críticas relacionadas à condução da economia, da educação, da segurança pública e da gestão estatal, além do histórico de escândalos de corrupção que marcaram administrações petistas e resultaram em diversas investigações e condenações de agentes públicos ao longo dos anos. Mesmo após decisões judiciais que alteraram a situação processual do atual presidente, esse histórico permanece objeto de intenso debate político e continua influenciando a percepção de grande parte do eleitorado.

Diante desse cenário, considero que a prioridade da direita não deveria ser alimentar disputas entre aqueles que compartilham princípios semelhantes, mas construir unidade em torno de um projeto capaz de fortalecer a representação conservadora nas urnas.

Se o nome que vier a liderar esse processo for o de Flávio Bolsonaro ou de qualquer outra liderança legitimamente escolhida pelo campo conservador, essa decisão deverá nascer da maturidade política e da capacidade de reunir forças, e não de ampliar divisões.

O Brasil atravessa um momento decisivo. Mais importante do que vencer uma eleição presidencial é construir maioria no Congresso Nacional, no Senado e nas Assembleias Legislativas. Sem essa base, qualquer governo encontrará enormes dificuldades para implementar seu programa.

O desafio, portanto, não é apenas derrotar adversários políticos. É impedir que as próprias divisões internas enfraqueçam um projeto que muitos brasileiros enxergam como alternativa para o futuro do país.

Essa talvez seja a maior lição deste momento: antes de conquistar o Brasil, a direita precisa demonstrar que é capaz de vencer a si mesma.