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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Carnaval contra a família


Homenagem a Lula teve evangélicos em lata de conserva

A propaganda do ódio consegue pintar nas mentes, mesmo nas mais preto e branco que possam existir, o quadro mais cruel do amor. Ela consegue atribuir ao amor a face mais nefasta possível. Incrivelmente, o poder de anunciar o mal como se fosse um bem é coisa que só a propaganda tem. E quem está por trás de tamanha arte de pintar a injustiça e a maldade? Isto é, quem são aqueles que conseguem anunciar conferindo vilania aos seres mais caridosos?

Pelo menos três coisas precisamos pensar antes de entender quem são os manipuladores da propaganda do ódio: o seu público-alvo, os seus recursos e os seus porquês.

Primeiramente, as mentes preto e branco são as de milhares de pessoas que querem viver suas vidas com alegria, com lazer, com amor — viver principalmente tendo que vencer a canseira natural da vida: trabalhar, lutar pelos sonhos, pagar impostos, resolver problemas etc. Milhões de pessoas carregam consigo as mentes mais naturais possíveis. Eu penso que é gente cheia de esperança e de confiança na vida.

E digo mais: a maioria dos brasileiros que são alvos das propagandas do carnaval querem simplesmente comunhão. Querem viver bem. E ter diversão integra as práticas do viver bem e da comunhão. Hoje sabemos que até a alma mais desgraçada na porta de um bar possui o rosto de alguém que só quer comunhão, que, em certo sentido, só quer Deus. Em resumo, é apenas gente cuja inocência — provocada, repito, pela soma da esperança e da confiança na vida — nos faz acreditar que os políticos brasileiros jamais conseguirão ser tão bandidos a ponto de roubar-nos a alegria de gozar dias felizes.

Em segundo lugar, há muita grana sendo usada pela propaganda do ódio. Milhões no Brasil, bilhões pelo mundo. Porém, toda essa grana não se compara a todo o conhecimento científico que é reunido para poder emplacar, imprimir nas mentes alheias o senso do bem pelo mal, a troca do certo pelo errado. A propaganda entra pelos olhos e ouvidos das pessoas, pelo meio fisiológico que for possível usar, promovendo o impacto psicológico necessário para influenciar as pessoas a acreditarem que a grama não é verde.

Os recursos linguísticos, todo o estudo sobre a psicologia do consumo, todo o estudo sobre a semiótica a favor da propaganda, toda a sabença já reunida pelas ciências do comportamento humano estão sendo usados para desenhar na mente das pessoas as maiores desumanidades.

E os porquês dessa gente? Não apenas para ter mais grana dessa mesma grana que tanto gastaram. Não apenas para ter mais conhecimento científico cuja manipulação das massas seja comprovada. Os seus porquês continuam sendo aniquilar tudo aquilo que o Senhor Jesus Cristo ensinou. Tentam anular tudo aquilo que o Filho de Deus defendeu. Querem — e seguem querendo — destruir a família, genuinamente constituída como projeto de Deus.

E quem são esses senhores da propaganda do ódio? No bom estilo All the President's Men (1976), respondo com um: “Follow the money!”

Nutrindo o terreno vazio

Palavras ditas ao vazio,

Ditas em direção ao buraco do coração

Alheio.

Sonorosas abriduras das manhãs,

As bomdiações,

As curinguices,

Os mistérios de fome,

De desejo,

De nutrição e de ócio.

Comunico,

Digo as tonturas e torturas,

Passeio por memórias do que aconteceu,

Compartilho,

Tal e qual memórias do que poderão ser,

Imaginações que superam o abismo.

Li, por Larry Crabb[1], o quanto Maggie Ross sondou,

Sapienciou,

O quanto a solidão denuncia Deus necessitado em nosso âmago.

A solidão como anseio dele.

Aos cachos escuros da negra noite,

Nas vastidões dos-sem-motivos para carnavalizar,

Como em qualquer tempo,

Falo com o que é contra ou com o que é surdo:

E não me ouço como não ouço ninguém a responder.

Mas, sigo...

Não padeço da cara crua nem do peito morno.

Sou irradiações,

Mais que alfa, beta e gama.

Sigo atravessando,

Com ou sem travessuras advindas da boca muda,

Do ser irrespondedor.

Minha palavra é alimento.

Nutre, eu sei!

É vida que vai de mim, mas não veio de mim.

Eu extraio,

Torço as raízes que preciso para confeccionar as tintas,

Farei as pinturas que pintarei como minha fala nutritiva.

Formarei paixões e romances na mente da noite.

Desde o amanhecer,

Até mesmo nas inoportunas horas,

Emana o que não me atrevo a furtar de ninguém.

Darei dos tesouros que me deram.

Cumprirei não uma sina e,

Sim,

Plantarei os tempos surdos dos amanhãs.

Aqui e acolá o peito esburacado não estará mais vazio.

As arrepiações do nada frutificarão...

As nutrições não eram só para mim,

Tonturas e torturas não eram só as minhas,

O trabalho que comunica amor não falhou.

Nunca falha.

Só fala.

Só fale.

Só falo.





[1] Crab, Larry. O lugar mais seguro da terra. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2022. p. 69.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Chuva conta o amor

Cada gota dessa chuva  
Conta.  

Conta como meus pensamentos  
Sobre o ser que amo,  
O ser que é você.  

Neste tempo,  
E noutrora,  
E Deus queira  
Que no porvir também  
Eu tenha te amado.  

Como a chuva que banha,  
Desagua,  
Inunda.  

Hoje,  
Agora,  
E sempre.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Fevereiro: Nikolas continua “caminhando”... até Marabá

 

Nikolas recebe apoio de um dos principais líderes
de direita em Marabá, o prefeito Toni Cunha














O fim anuncia um novo começo. A jornada do deputado federal Nikolas Ferreira, intitulada “Caminhada pela Liberdade e Justiça”, teve início em 19 de janeiro e chegou ao seu destino final, Brasília, no domingo, 25 de janeiro de 2026. Porém, Nikolas segue “caminhando” até Marabá — entenda-se o termo como o ato de influenciar a pauta política local.

Na verdade, os passos do jovem parlamentar tiveram impactos até na política paraense. Muitos cidadãos de várias cidades do Pará cobraram que seus representantes direitistas estivessem presentes, marcando a história em um ato de resistência política das direitas brasileiras.

Em Marabá, grande parte da população que se identifica como conservadora e muitas lideranças de direita estão reunidas e unidas em torno do atual prefeito, o delegado federal Toni Cunha. O que o prefeito e arquiteto de formação Abílio Brunini representa para Cuiabá, Toni representa para Marabá. Ambos os gestores têm alcançado um nível de postura republicana, gestão e respeito às diferenças que somente verdadeiros líderes democráticos possuem.

Entre os movimentos de direita existentes no Pará, assim como no Mato Grosso, é extremamente necessário que os atuais prefeitos atuem chamando para si a responsabilidade de manter governos produtivos, sem se esquecer dos princípios que norteiam a direita ressurgente no Brasil — desde Olavo de Carvalho até o surgimento do presidente Jair Messias Bolsonaro. Afinal, ainda há muita gente, como o aposentado Barroso, tentando vencer e aniquilar o bolsonarismo.

Digo que Nikolas está caminhando até Marabá porque, ao reparar nos “enunciados mais significativos da modernidade” — isto é, os comentários do povo nas redes sociais —, podemos entender o quanto o jovem deputado aterroriza os discursos e a existência das esquerdas brasileiras.

O prefeito de Marabá compartilhou uma breve mensagem reconhecendo os méritos e o peso político do parlamentar mineiro. A caminhada de Nikolas dominou a pauta política e os sentimentos de milhões de brasileiros no mês de janeiro. Contudo, basta reparar no quanto os comentários daquelas pessoas que sofrem de alguma afetação ou mesquinhez política contra Nikolas ou contra Toni indicam o quanto elas se sentiram ofendidas.

Vamos dar voz à “ditadura dos ofendidos”: gente que fingiu demência ao dizer que não sabia qual era o sentido ou o objetivo da caminhada, mesmo vendo e ouvindo Nikolas anunciar em dezenas de vídeos que havia vários motivos. Estes iam desde o espiritual — confiar que Deus tem a solução para os problemas e as lutas de fé dos brasileiros — ao sociopolítico — alertar a população para os escândalos de corrupção durante o governo Lula 3.





Houve quem julgasse ser uma “palhaçada” pelo fato de os políticos que se uniram a Nikolas receberem salários altos. Houve o choro de quem fez ilações sobre “André Valadão com Banco Master”. Outros criticaram o fato de Nikolas dormir em “hotéis cinco estrelas” enquanto o povo não. Enunciaram até que as pautas de Nikolas seriam “inúteis”.

A ditadura dos ofendidos é um muro de lamentações; é obra de gente que acredita que qualquer motivo inexistente é mais que o suficiente para desejar o fim de Nikolas, da mesma forma que desejaram ou celebraram o atentado contra Charlie Kirk.

No fim das contas, a caminhada de Nikolas chegou a Marabá para provar que ainda há bom senso e esperança para a população marabaense. Acorda, Brasil! 


quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

A POLÍTICA DO BRASIL NO BOTE DA COMÉDIA


 










Será que o salva-vidas do Brasil será a comédia? A pergunta me ocorre diante do fato de a política brasileira estar afundando em escândalos, principalmente no cenário federal. A política do Governo Lula 3 e o ativismo judicial promovido por certos megalomaníacos no STF têm se tornado um susto diário — um absurdo, facilmente transformado em piada.

Em março, o comediante paraense Murilo Couto fará um show de stand-up comedy em Marabá, no Teatro Municipal Eduardo Abdelnor, localizado na Folha 16 (Núcleo Nova Marabá). Um dos esquetes de Murilo ironiza e satiriza tanto os absurdos quanto as lambanças do ministro Toffoli na condução do caso do Banco Master.

Embora seja papel da grande imprensa comunicar o fato de Toffoli transformar o STF em uma espécie de sede da Polícia Federal, relatar a falta de ética do ministro ao viajar com advogado do Banco Master e repercutir que seus parentes têm finanças ligadas ao banco, são os humoristas que realmente têm falado aos ouvidos do povo brasileiro.

Em outras palavras, a realidade da política brasileira tem sido um dos materiais mais ricos e capazes de produzir cortes virais nas mãos dos comediantes. Tratar a realidade política de forma séria e juridicamente aceitável não tem sido suficiente para que o bom senso e a égide da justiça voltem a imperar no Brasil.

Claro que, quando atacavam a Direita — Bolsonaro, Nikolas e outros nomes do conservadorismo — os arautos do humor, como Leo Lins, Marcelo Duque e Diogo Portugal, não sofriam a represália que hoje enfrentam. Basta falarem um “ai” sobre o filho do Lula ou sobre a careca do “Xandão” e sua digníssima, que logo passam a cogitar prisão, na mesma toada do que já ocorreu contra Leo Lins.

Enfim, a luz de alerta acendeu. Murilo Couto é mais um dos que colocam na própria testa o alvo do cancelamento. E, a meu ver, é a melhor hora para vir a Marabá e também dar um choque de realidade cara a cara.

E, por falar em alerta, deixo outro: a grande preocupação é se, nos próximos capítulos do drama político brasileiro, houver um plot twist. Isto é, se quem de fato vai dar o bote nos comediantes, no melhor estilo cascavel, será o sistema. Veneno mata, mas não tanto quanto os abraços dos afogados. Melhor que entrar em desespero é subir no bote da comédia.