Será que o salva-vidas do Brasil será a comédia? A pergunta me ocorre diante do fato de a política brasileira estar afundando em escândalos, principalmente no cenário federal. A política do Governo Lula 3 e o ativismo judicial promovido por certos megalomaníacos no STF têm se tornado um susto diário — um absurdo, facilmente transformado em piada.
Em março, o comediante paraense Murilo Couto fará um show de stand-up comedy em Marabá, no Teatro Municipal
Eduardo Abdelnor, localizado na Folha 16 (Núcleo Nova Marabá). Um dos esquetes
de Murilo ironiza e satiriza tanto os absurdos quanto as lambanças do ministro Toffoli na condução do caso do Banco Master.
Embora seja papel da grande
imprensa comunicar o fato de Toffoli transformar o STF em uma espécie de sede
da Polícia Federal, relatar a falta de ética do ministro ao viajar com advogado
do Banco Master e repercutir que seus parentes têm finanças ligadas ao banco,
são os humoristas que realmente têm falado aos ouvidos do povo brasileiro.
Em outras palavras, a realidade
da política brasileira tem sido um dos materiais mais ricos e capazes de
produzir cortes virais nas mãos dos comediantes. Tratar a realidade política de
forma séria e juridicamente aceitável não tem sido suficiente para que o bom
senso e a égide da justiça voltem a imperar no Brasil.
Claro que, quando atacavam a
Direita — Bolsonaro, Nikolas e outros nomes do conservadorismo — os arautos do
humor, como Leo Lins, Marcelo Duque e Diogo Portugal, não sofriam a represália
que hoje enfrentam. Basta falarem um “ai” sobre o filho do Lula ou sobre a
careca do “Xandão” e sua digníssima, que logo passam a cogitar prisão, na mesma
toada do que já ocorreu contra Leo Lins.
Enfim, a luz de alerta acendeu.
Murilo Couto é mais um dos que colocam na própria testa o alvo do cancelamento.
E, a meu ver, é a melhor hora para vir a Marabá e também dar um choque de
realidade cara a cara.
E, por falar em alerta, deixo
outro: a grande preocupação é se, nos próximos capítulos do drama político
brasileiro, houver um plot twist. Isto é, se quem de fato vai dar o bote nos
comediantes, no melhor estilo cascavel, será o sistema. Veneno mata, mas não
tanto quanto os abraços dos afogados. Melhor que entrar em desespero é subir no
bote da comédia.





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