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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

1º DIA - Estudantes encantam no 3º Concurso de Contação de Histórias e Mediação de Leitura

Promovida pela Semed, 3ª edição do Concurso valoriza a
contação de histórias e a mediação de leitura, com
participantes da educação infantil ao 9º ano.






Da Escola Maria do Socorro, a aluna Skarlet Almeida 
apresentou “As Jabuticabas”, de Monteiro Lobato, 
sob orientação da professora Elineis Lima.  





































Dar corpo, voz e vida à literatura é o desafio que movimenta o Teatro Municipal Eduardo Abdelnor, na Folha 16, nos dias 15 e 16 de outubro. No palco, estudantes da rede municipal compartilham narrativas, exploram personagens e revelam diferentes maneiras de aproximar o público dos livros e das histórias que povoam o imaginário popular. 

Realizado pela Secretaria Municipal de Educação de Marabá (Semed), por meio da Coordenadoria de Bibliotecas Escolares e Espaços de Leitura, o 3º Concurso de Contação de Histórias e Mediação de Leitura conta com 67 inscritos, da educação infantil ao 9º ano do ensino fundamental. 

Pais, familiares e professores acompanham as apresentações, em uma programação que reúne literatura, expressão artística e valorização do trabalho desenvolvido nas escolas.

A condução do concurso está a cargo dos professores formadores Edileide Câmara e Francisco Liberato.

 

Uma conquista para dividir com a família

Entre os destaques do primeiro dia está Miguel Melo, estudante do 5º ano da Escola Pedro Cavalcante que mediou a leitura da obra “O dia não está para bruxa”, autoria de Marcus Tafuri e com ilustrações de Walter Lara. Acompanhado pela professora Joana, ele conquistou o primeiro lugar na modalidade do 4º e 5º anos da categoria Mediação de Leitura. 

A notícia foi celebrada pelos pais, Elizeu Melo e Suelem Melo, que estiveram no teatro para acompanhar a participação do filho e vibraram com o resultado. A conquista marcou um momento especial para o estudante, sua família e a professora que o acompanhou.

A programação também contou com a apresentação de Rebeca Chaves, da Escola Nossa Senhora de Fátima, acompanhada pela professora Anne Marques.

 

Diferentes idades, muitas formas de contar

Segundo a professora formadora Socorro Camelo, integrante da Coordenadoria de Bibliotecas Escolares e Espaços de Leitura, a terceira edição apresenta uma organização que contempla as diferentes etapas da vida escolar. 

O concurso está dividido em duas categorias: Contação de Histórias e Mediação de Leitura. Na primeira, participam crianças da educação infantil, com modalidades voltadas ao maternal e às turmas de jardim, além de estudantes do ensino fundamental, organizados nos grupos do 1º ao 3º ano, do 4º ao 5º ano e do 6º ao 9º ano.  

Já a Mediação de Leitura contempla estudantes do 4º e 5º anos e do 6º ao 9º ano. As apresentações dessa categoria integram a programação do primeiro dia, com divulgação dos resultados após a participação dos concorrentes de cada modalidade. 

Socorro explica que as escolas podem inscrever representantes conforme as etapas de ensino que oferecem. Assim, uma unidade que atende da educação infantil ao 9º ano tem a possibilidade de participar de todas as modalidades. As escolas dos anos iniciais podem apresentar representantes nos dois grupos de Contação de Histórias e na modalidade do 4º e 5º anos de Mediação de Leitura.

 

No palco, o talento dos alunos e o trabalho dos professores

A psicóloga Lanuzia Cunha, primeira-dama de Marabá, prestigiou a programação e destacou a relação entre o potencial artístico das crianças e a celebração do Dia dos Professores, comemorado em 15 de outubro. 

A presença dos educadores ao lado dos estudantes evidencia o trabalho de incentivo à leitura realizado nas escolas. Nas apresentações, esse acompanhamento ganha expressão por meio da voz, da interpretação e da maneira como cada participante compartilha a narrativa com o público.

Nos intervalos destinados à divulgação dos resultados, a plateia também acompanhou apresentações artísticas de Drielle Oliveira, do programa Leituras que Transformam, e da cordelista Lusa Silva, que integra a banca avaliadora. 

 

Olhares que valorizam a literatura e a cultura

A avaliação das apresentações reúne profissionais de diferentes espaços de educação e cultura. A banca é coordenada por Gabi Silva, da Escola do Legislativo, e conta com Glécia Sousa, da Biblioteca Municipal Orlando Lobo; Joana Dark, da Estação Conhecimento; Lusa Silva, poeta e mestra de culturas tradicionais populares em literatura de cordel, vinculada ao projeto Cultura Viva; e Daiane Viergas, do Universo GAP. 

Na categoria Mediação de Leitura, a banca avalia a introdução e a conclusão da apresentação, a dicção e a articulação das palavras, a qualidade e a projeção da voz, a criatividade e o carisma, além da entonação e do ritmo da leitura. Os critérios consideram a clareza da fala, o uso da respiração e das pausas conforme a pontuação, assim como a espontaneidade e a expressividade dos estudantes. Cada apresentação tem duração máxima de dez minutos, com desconto de um ponto por minuto excedido. 

 

Premiação terá encontro marcado em dezembro

Embora os resultados sejam anunciados durante o concurso, a entrega dos prêmios ocorrerá em 4 de dezembro. A cerimônia reunirá os vencedores da Contação de Histórias e Mediação de Leitura e os premiados do ConRede — Concurso de Redação e Desenho à Mão Livre. 

Até lá, as apresentações celebram uma conquista compartilhada: estudantes que encontram espaço para se expressar, professores que estimulam o contato com a literatura e famílias que acompanham, de perto, novas descobertas por meio da leitura.