Não perceber que era maldade.
Fingir que não
sofria.
Carregar toda a
culpa
Carregar toda a culpa
até quando sem culpa.
Pensar em amar
pouco, amar menos, amar pequeno.
Pensar em não mais
amar.
Não me defender.
Desprezar as próprias
virtudes.
Paralisar bons
trabalhos.
Julgar-me lento
quando humanamente era necessário ser lento.
Parar o que eu não
queria sequer atrasar.
Menosprezar,
inclusive, os talentos mais notórios.
Ferir quem sou
como se quem sou nunca bastasse.
Dizer nomes feios.
Não aproveitar o
tempo de Graça.
Viver esquecido de
que há Misericórdias matinais.
Não viver o
remédio do meu choro.
Sepultar em vida o
que não merecia morrer.
Encasular-me sem
evolução.
Não aguentar com o
peso que era justo que eu não aguentasse.
Cegar-me diante
dos defeitos que proposito tratar.
Perder a fome.
Literalmente
perder a fome.
E, o pior, parar
de comer.
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