Campanhas, parcerias com famílias, hospitais e clínicas de
municípios vizinhos
Nesta terça-feira (24), ocorre a “Campanha do CDR” no prédio da Clínica de Doenças Renais – Carajás, situada na Folha 25 |
Rita de Cássia atua no setor de Assistência social do Hemopa e detalha desafios de manter banco de sangue |
O Hemocentro Regional de Marabá (Hemopa) tem promovido uma
série de atividades para captar novos doadores de sangue, principalmente nos
períodos do ano em que o número de doações diminui. Sendo a meta mensal de 600,
se tornam necessárias as campanhas, parcerias com clínicas e hospitais, o contato
por carta ou telefone, a fim de alcançar a população.
Geralmente, os interessados em doar vão até o prédio do
órgão, situado na Rodovia Transamazônica, entre as Avenidas Hiléia e Amazônia,
no Bairro Amapá. Porém, na manhã nesta terça-feira (24), uma equipe de coleta
realiza a “Campanha do CDR”, na Clínica de Doenças Renais – Carajás, situada na
Folha 25.
Segundo Rita de Cássia, que atua no setor de Assistência
social do Hemopa, a captação de doares não é uma tarefa fácil, mesmo sendo
amplamente divulgado que uma bolsa de sangue pode salvar quatro vidas adultas,
ou oito, se o paciente for criança.
“Não é todo mês que a meta é alcançada. Há meses mais
escassos, geralmente, nas férias de dezembro, janeiro e julho. São meses também
preocupantes porque aumentam também o número de incidentes, haja vista que as
pessoas viajam, pegam a estrada”, pontua.
Ainda segundo a assistente, o órgão prioriza o trabalho de
forma preventiva para que o estoque esteja sempre equilibrado.
E, contrariando a expectativa de escassez, em 2015, o mês de
janeiro foi de grande êxito para o Hemopa. Foram realizadas 727 doações, o que
possibilitou 646 transfusões de sangue. Outro dado específico, que chama a
atenção, é que do total de bolsas de sangue, 487 se originam de doadores do
sexo masculino e 240 do sexo feminino.
“Há razões para isso. Em dezembro, nós intensificamos nossas
convocações. Também enviamos ofícios para as instituições militares, que vieram
em janeiro. O Apoio do Exército e do 4º BPM fez com que elevasse o número de
doações”, pontua.
CAMPANHA DO CDR
Nesta terça-feira (24), ocorre a “Campanha do CDR” no prédio
da Clínica de Doenças Renais – Carajás, situada na Folha 25, ao longo da
Avenida Transmangueira, às proximidades do UNESC.
“Estaremos no CDR, de 8h às 12h, e temos a meta de 40
doações. Isso é uma parceria que fazemos com clínicas e hospitais. Assim, a
gente busca manter o estoque de bolsas de sangue, já que essas instituições
necessitam e sempre procuram sangue com a gente”, detalha.
Na campanha promovida durante o carnaval, o número de
doações superou a meta estabelecida de 200 doações. A ação fechou com 204, um
pouquinho acima da meta.
Porém, o número de bolsas no estoque de fevereiro atingia,
até o momento de fechamento da reportagem, o índice de 414 doações. O que ainda
fica distante das 600 esperadas todo por mês, uma vez que o número de transfusões
é maior.
PARCERIA COM HOSPITAIS DE MUNICÍPIOS DA REGIÃO
Verônica Caroline da Silva, moradora de Eldorado dos Carajás conseguiu doadores para ajudar a mãe |
O Hemopa em Marabá atende a demanda de instituições de saúde
de 37 municípios, tanto da rede pública quanto particular. O Hospital Municipal
de Marabá e Hospital Regional são os que mais solicitam as bolsas, valendo
ressaltar que as duas instituições já estimulam os familiares de pacientes, que
precisam de transfusão, a estarem doando.
Por conta dessa realidade, a entidade também tem incentivado
aos hospitais dos municípios vizinhos para que deem contrapartida.
“É importante que esses hospitais estejam encaminhando os familiares,
pois, geralmente, o número de transfusões geralmente é maior que o de doações.
Então, a gente quer mudar esse quadro. E uma forma de conseguir isso é a gente
trabalhar com a família e hospitais de cidades vizinhas”, observa.
Um exemplo dessa cooperação é o caso da moradora de Eldorado
dos Carajás, Verônica Caroline da Silva, que conseguiu reunir doadores para
ajudar a mãe em estado de urgência operativa.
“A minha mãe tem que fazer uma cirurgia de retirada do útero.
E, por isso, estive correndo atrás em Eldorado. Já consegui cinco doadores na sexta-feira
passada e hoje mais quatro”, relata.
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