Katiucia Oliveira destaca arte como ferramenta para melhorar a realidade social
|
Secult promoveu 11 Papo Literário na Biblioteca Orlando Lima Lobo |
Airton Pereira, coordenador da UEPA, tirou dúvidas sobre a arte de Katiucia |
"Tenho a necessidade de agir sobre a realidade, com o
que faço, com a arte", estas palavras são da professora e poetisa, Katiucia
Oliveira, e marcaram a realização do 11º do Papo Literário, durante a noite da sexta-feira
última (23). O evento promovido pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult)
reuniu alunos, professores, profissionais de diversas áreas e artistas de
Marabá e região, no prédio da Biblioteca Municipal Orlando Lima Lobo, situada
ao longo da Avenida 5 de Abril, na Marabá Pioneira.
Katiucia Oliveira reside em Marabá, é professora de Língua
Portuguesa e Redação, casada e tem um casal de filhos. Como artista possui diversa
produção literária, inclusive participando da publicação de dois livros que
reúnem autores contemporâneos, de várias partes do Brasil. O primeiro livro de
poemas, “Desverso”, foi lançado em novembro de 2014 junto ao Projeto Tocaiúnas.
Segundo o secretário de Cultura, Juvenal Crescêncio, essa
linha de evento valoriza e destaca a produção dos artistas de Marabá.
Na ocasião, o mediador do bate-papo, poeta Airton Souza,
procurou saber como foi o primeiro contato que a escritora teve com a leitura.
Secretário de Cultura, Juvenal Crescêncio (à esq.), destaca a importância dos escritores e da arte no desenvolvimento de Marabá |
“Cresci na rua brincando de cemitério, indo pra escola
pública na periferia de Belém, tempo em que os professores só começavam a
explicar conteúdo depois de semanas copiando no quadro. Eu lembro de minha mãe
lendo aquelas revistas Sabrina. Ela comprava,
não lia pra mim, mas e eu a observava fazendo a leitura”, pontua.
Por sua vez, os caderninhos de versos, que passava nas mãos
das amigas, foi o primeiro salto de escrita. E somente quando se mudou para o
estado do Maranhão, ela encontrou professores encantados com a leitura, a ponto
de ter incentivo para ler um livro pela primeira vez, a obra “O Caramuru”.
“A professora contou a história da Moema e aquilo mexeu
muito comigo. A partir daí não lembro mais de ter parado de ler bons livros”,
ressalta Oliveira.
O encontrou foi prestigiado por Claudimar Campos, que
trabalha com dramaturgia no Instituto Hosana Lopes de Abreu, pelos escritores Joelthon
Ribeiro, Rose Pinheiro, Creusa Salame, e também por Airton Pereira, coordenador
da Universidade Estadual do Pará (UEPA), e a advogada, Cláudia Chini.
PAPO LITERÁRIO
Entre as curiosidades, o mediador pediu para ela comentar
sobre a experiência de ter ido ao Rio Grande do Sul, participar do Congresso
Brasileiro de Poesia. A poetisa relatou que apesar das dificuldades financeiras,
pois precisou bancar do próprio bolso, o aprendizado prático valeu todo o
investimento.
“O apoio da família, em especial do marido, foi decisivo
para a viagem”, pontua.
Entre os escritores que mais influenciaram seu estilo
poético está Ferreira Gullar e, quanto ao que caracteriza o tipo de poesia, a
poetisa Katiucia revela que se identifica com os excluídos, com os que estão à
margem da sociedade.
“Por essa identificação é que Paulo Freire e Antônio Gramsci
foram fundamentais para eu continuar como educadora", acentua.
A autora do Desverso ainda recordou a passagem pela Universidade
Federal do Pará (UFPA), em Marabá, o que considerou muito significativa. Porém,
foi num período em que a literatura tinha pouco espaço dentro da academia, haja
vista que o curso de Letras privilegiava áreas como sociolinguística e semiótica.
“Eu gostaria de estar passando hoje, pela UNIFESSPA. O jeito que ela aborda a literatura é inigualável”, afirma.
Na parte aberta para as curiosidades do público, o professor
de História, Raimundo Nonato, perguntou qual é a necessidade do poema e do
poeta.
"Eu acredito que é deixar as pessoas encantadas com a
literatura. Fazer arte não por obrigação, mas por encantamento", responde.
Arlethe Ferreira fez um aparte para homenagear a artista
convidada, sobre a importância que tem sobre os estudantes marabaenses.
Atualmente, Katiucia Oliveira desenvolve o projeto
"Mulher em estado de poesia", junto às poetisas, Glecia Sousa e Rose
Pinheiro.
Poetisa ficou emocionada com homenagem de Dona Creusa |
Nenhum comentário:
Postar um comentário